segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Eu tentei colocar qualquer tipo de foto que eu tenho aqui, e ser unânime, mas seria injusto. Injusto porque cada foto marca um momento, um mais intenso que o outro, mas apesar de intensidades diferentes, são momentos especiais, que fazem que meu cérebro indeciso, fique algumas vezes mais perdido na indecisão.
Mas a verdade é que, eu não estou aqui para falar de fotos, e sim do retrato que retrata uma foto, ou sendo mais explícita, os momentos que ficam armazenados ali, para que um dia sirva de recordação.
Na verdade, a minha real intenção, não é falar sobre os momentos, mas os agentes dos meus melhores momentos, e que indubitavelmente são as principais peças para compor o que eu chamo de vida.
Para focalizar mais, eu quero falar sobre a importância que UMA pessoa faz na vida de alguém, quando há bilhões lá fora, que talvez nem se importe com o rumo que as coisas irão tomar.
Ok, eu desisti há muito tempo de tentar descobrir os mistérios que cercam a vida, e tento deixar isso não interferir na minha vida. Eu sei que há uma razão para estar aqui, para um dia virar pó, e sei mais ainda que não é por acaso que as pessoas se encontram, que há uma ordem nesse cronograma de conhecer, estar, presenciar, admirar e quem sabe, amar. Nesse cronograma, o tempo pode ser definido de qualquer aspecto.
Pode ser importante, ou não mais que uma medida. Cinco minutos de atraso pode fazer uma diferença tridimensional e fazer com que dois destinos se encontrem, ou pode ser não mais do que um relógio com três ponteiros, contando com o de segundos, porque quando uma amizade é verdadeira, o tempo não faz diferença, pois a eternidade o consome.
E amizade é apenas o fruto de compartilhar.
Tudo envolve o compartilhamento. As risadas, as piadas, os momentos, o ombro-amigo, o apoio moral, a desculpa, os segredos, a afinidade. Em todos os casos há quem recebe e quem faz, por isso que eu chamo isso de compartilhar, seja o que for.
Desde um tempo, julgo longo, eu tento definir a amizade. Eu chego perto, mas nunca o suficiente. Parece um tanto óbvio, mas quem já experimentou a sensação de ser amiga de verdade e ter uma amiga de verdade, sabe definir a amizade em si. Entretanto é claro que fica faltando sempre algo. É preciso de milhões de palavras para definir tudo de maneira vaga, e mais palavras ainda para definir de uma só vez, de maneira real. E talvez as palavras não seja o necessário. Na verdade, as palavras não são necessárias. Enfim, só o que sentimos é o resumo de toda essa trajetória de palavras. Só os nossos sentimentos verdadeiros em relação à isso que dá um chega para lá.
Eu agradeço sempre, porque talvez eu não tenha tantas amigas como alguns julgam ter, mas tenho as necessárias para me fazer feliz, e fazê-las felizes.

E o mais legal de tudo: essa autenticidade existe.


Viviane 30/08 - Parabéns.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Quem dera eu pudesse ser Alice!
Não pelo nome.
Tudo bem, sou um pouco suspeita a falar, já que nomes de fábulas e estórias me atraem completamente.
Estou falando de morar no País das Maravilhas, que de fato, aparenta ser mais interessante que esse caos urbano.
Não sou tão radical quanto uma pessoa que me falou "Não gosto de gente"
Eu até gosto, para não falar que gosto muito e evidenciar meus motivos. Mas a verdade que essa não é hora e a questão para falar de Sociologia e seus beneficios e malefícios (vícios!).
Mas acho que a fantasia é algo que deve ser esquentada, talvez guardada para que depois relembremos, mas acima de tudo, deve ser vivida, principalmente junto com a vida que levamos.
Eu gosto de quando vejo no espelho, meus olhos cintilantes.
Tão brilhantes que eu esqueço o que eu estava fazendo. Apesar de ter saído errado na cor, não houve erro algum em questão ao brilho!
Não sei se o brilho é algo pessoal. Quanto mais sonhos, mais brilho.Nunca reparei se há olhos mais brilhantes, e outros foscos. Não sei.
O pouco que sei de óptica, não aplica a esse termo.
Contudo sei, e isto é quase uma noção de percepção que, o que mantém os olhos brilhantes, são nossos sonhos, nossas esperanças, nossa vontade, e nossa fantasia.
Quanto à fantasia:
Eu tenho meu amigo invisivel, mas quase não o uso. Deixo em descanso por tempos e ao lembrar do camarada cotidiano, é sempre muito bom. A fantasia me faz querer conhecê-lo mais, vê-lo com suas mais leves expressões, e me faz sentir que ainda há algo fluindo em mim, que ninguém mais vê, conhece, sente, ou sabe. Apenas eu. A dona da minha imaginação.
Sempre imaginei lugares em que talvez um dia, sabe-se lá, só Ele, eu venha a conhecer. Errei. Venha a visitar, pois o conheço o bastante até mesmo em falta de luz sei localizar cada uma das estruturas, dos locais, das passagens. É evidente que isto também é um fruto da minha imaginação.
Mas enfim, o que quero dizer do Mundo das Maravilhas é que tudo é tão mais marcante, interessante, sereno e agitado simultaneamente, se comparado com o mundo aqui fora. É um desligamento das coisas que aqui tem, vivas, intactas, cedendo a um lugar, de outras coisas vivas e intactas, só que diferentes. É tão logo que percebo: o mundo é tão superficial, quando comparado a lá. As coisas são mais tocantes, mais reais. 
Estranho. Os papéis se invertem e a realidade que marca aqui, nada mais parece do que provas e espiações. E a realidade de lá é o que mais quero, pois não abre espaço para mesquinharias e superficialidades, por isso é mais apreciado.

Agora troco novamente de papéis e de contexto.
Sim, eu acho que posso ser Alice.
Só pelo fato de ter imaginação e o meu mundo imaginário me esperando.
Sim, eu sou uma Alice.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Essa semana foi o terror!
Sabe quando as crises existenciais, saídas do fundo do ármario, chega chegando e se apossam de nós, sem repulsão, expulsão, fazendo-nos obrigatoriamente a aceitá-la e ficar com aquele peso, sem que saibamos onde e como tirá-lo.
Ocasionalmente vem. E parece que estou tão longe de tudo, que nenhuma linha imaginária é perto o bastante para ser alcançada, e a força me falha para alcançá-la.
E é tão simples confiar e ter fé. Mas as vezes parece ser tão escassa, que me culpo, me mordo por dentro, vira ferida e só depois de muito lamentar, cicatriza.
Parece que tudo está tão dificil de alcançar. Meus sonhos, minhas idéias, o que futuramente quero conquistar, e acredite, esforço muito por isso. Mas tudo, vão pelo ralo.
E eu me pergunto se sou realmente digna dos meus sonhos, se realmente é o melhor caminho, se é realmente o que quero para mim, ou se eu faço o bastante para tentar realizá-los.
Eu não sei. Essas respostas são tão confusas. Não sei se sigo a linha de pensamnto em que devo relaxar e esperar, ou se estou perdendo tempo e tenho que me esforçar mais ainda. E esses dois pensamentos, ambos antagônicos me martirizam, e creia bem: é pior do que angústia, é pior do que agonia. É uma incerteza que várias vezes bate na porta, e aumenta mais ainda minha indecisão.
Creio que sou normalmente indecisa, e quando isto se trata do meu futuro, isto duplica, e então, não queira nem ver. Desastre total.
O fato é que eu tenho muito receio das dificuldades que eu ainda possa enfrentar para realizar todos meus sonhos. Sempre fui daquelas que sofrem antecipadamente, e odeio essa característica, julgo como defeito e um dos piores, se não o pior. 
Porém, me vejo futuramente, do jeito que quero, com todos meus sonhos satisfeitos e com mais ânsia por sonhos, e esses medos automaticamente somem, e mais esperança acumula em mim.

Agora percebi:
Eu acredito em mim.
E acho que isto é um bom começo. 

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Porque não me reconheço mais? Essa caricatura de não sei o quê, de não sei onde, ou como.
Porque os traços, que antes jaziam no meu rosto ao olhar em um espelho, agora desapareceu?
E ao olhar as fotos de antigamente, parece que foi há tanto tempo, quase que incontável nos dedos das mãos e pés juntos.
Eu estou em constante metamorfose, percebo.
Em um dia, minhas ações, minha fisionomia, o timbre da minha voz, são e soa de uma maneira. E basta apenas um mês, dois meses, e quem sabe um dia, para que eu veja uma nítida diferente entre o eu passado, e o eu recente, recém reformado, recém mudado e sem a própria percepção da mudança que passou.
E pior, essa mudança parece ser constante. Cada vez uma coisa está mais diferente.
Será que eu não posso sentar e deixar de me preocupar, pois é óbvio que eu me preocupo. Eu não posso ter características definidas, sem esse vai e vem, vem e vai ou seja lá o que esteja acontecendo!
Como posso alegar que sou de certa forma, se ao mesmo tempo em que alego, ao mesmo tempo mudo?
Será que quando eu estiver velha eu vou conseguir destacar as diferenças do meu rosto jovial, com o rosto adquirido e marcado pelo tempo, contando cada parte das minhas histórias por meio das rugas e cicatrizes? E vou conseguir firmar meu sorriso da dentadura e lembrar do sorriso que antes dava, de orelha a orelha?
Será que vou me sentir velha, mesmo que realmente esteja velha? Será que vou ficar incomodada com as rugas e apelar para a plástica? Será que vou... Ou será...


E eu descubro: eu sou um camaleão.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ás vezes, é tão fácil reparar em como uma situação é tão engraçada.
Mesmo que essa mesma situação tenha sido um mico, ou uma risada íntima de algo que você viu, pensou, ou de uma situação que desesperadamente pede para sufocar o tal riso a tal ponto que faz com que você ri mais e mais, do embaraço da situação.
E sabe, é uma situação extraordinariamente inexplicável. Tão espontâneo que só permite alguns alongamentos dos músculos e logo saí, aquele riso, em meio a um meio sorriso.
Talvez haja classificações de como os sorrisos aparecem, ou talvez rotulações, algo que possa diferenciar de um sorriso pertubante ao pertubador, sorriso coragem e encorajador, sorriso espôntaneo e forçado, ou um sorriso que não mostra nada, nem o íntimo, a alma, muito menos um branco entre lábios.
O que mais é adorável, é que em onde é que se vá, há duas pessoas sorrindo, três dispostas a sorrir, quatro sorrisos sem vontade e algumas meia-dúzia de sorrisos forçados.
Mas mesmo sendo sorrisos rotulados de acordo com as condições (favoráveis ou desfavoráveis), sorriso é sorriso, e a essência que o traz, é pacificadora. Talvez nem tanto de quem o faz, mas de quem o recebe, de quem o vê, de quem o sente.
Nossa rotina é tão estupidamente rápida, que não dá tempo  nem para meias palavras. Imagine então, meios sorrisos(...) Então quando os vejo, me sinto tão bem, porque tudo coinciliou para que ele aparecesse: o tempo, as condições e os músculos.
Enfim, não creio que as virtudes sejam tão importantes na vida. Pois há quem consiga viver também com os defeitos. Mas acho, sinceramente e de todo fundo do meu coração, que um sorriso chega a ser tão importante na vida, como um cérebro, um pulmão, pois ele constantemente cabe entre o espaço de acontecer e não acontecer, existência e inexistência e esse espaço apesar de grande, sempre abre barreiras, entra na contra-mão e entra em contradição no aspecto dos nãos, e aparece, simples e inesperado. Talvez como um pedido de boa vontade.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

P.S: Mil desculpas por postar tão atrasado para os Dias dos Pais, é que eu não tinha uma idéia elaborada sobre o quê escrever com a imensidão do título e as ramificações que torna tri-complicado! Então, na mais simples tentativa(...)

Sinto muito em dizer, mas meu pai é o melhor do mundo.
Sei também que cada um acha que o próprio pai, supera os outros pais, mas ok, aham, tudo bem. Normalíssimo. Não é de se esperar outra coisa.
É porque apesar da convivência, não ter dó, nem tampouco piedade, e mostrar todos os defeitos das pessoas em quatro paredes, que convivem diariamente, mensalmente, anualmente, ela também faz com que passemos a admirar as virtudes e respeitar os defeitos de cada um.
E é fato proeminente detalhístico, que a cada favorzinho, a cada elogio, ou ensinamento, é um ponto a mais para nossos pais. E é uma condição diária que esse amor cresce, desde o momento em que somos uma idéia fantasiosa na cabeça de nossa mãe, até o atual momento.
E agora uma confissão: é óbvio que eu acreditei que meu pai era um super-herói, o todo-poderoso e o melhor. Quem não?
Mas isto é um pouco lunático, lusitório. porque apesar de todas as causas invisíveis, de todas as evidências transparentes, ele é um humano como qualquer um, que erra, que perde, que tem que aceitar as condições que a vida lhe propõe, que tem que superar problemas, que tem expectativas frustradas, ou simplesmente expectativas de algo futuro, que tem que arcar com as consequências de uma decisão mal-pensada, que tem, enfim, o papel de fazer, assumir, aceitar e arcar com todas as consequências possíveis de seus atos, sacudir a poeira, levantar a cabeça e seguir em frente no caminho curvo da vida.

Entretanto, eu sei, sinceramente que ele não é o super-herói que eu tanto estimava, e nem se quer pode segurar as rédeas do mundo, e o peso que esse tem nas costas, mas sei que o amo, indefinidamente, e é esse amor que o faz ser o melhor homem do mundo, na minha mais sincera opinião.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mais um arranjado de palavras que vai mais parecer uma melancolia desabafada, mas na real: tudo é a mais pura verdade.
Não sei, se de algum modo, ou aspecto, isso acontece com alguém, mas também não acredito fielmente que ocorra só comigo.
Adoro o calor das pessoas, a multidão de carros que se estacionam na porta de um banco, adoro o barulho provocado por variadas, e inúmeras, e incontáveis coisas, simultaneamente, ou simplesmente o calor de alguém próximo a mim. Magnífico.
Mas sinto a depressão em pessoa ao falar que sinto muito melhor quando estou sozinha.
Não sei se é opção, escolha, vontade, indiferença. Corrigindo, sei que não é indiferença e sei que é uma opção. 
Adoro que o calor das pessoas, seja simplesmente transformado em meus pensamentos. Adoro que o barulho provocado pelas pessoas, seja transformado em cantos de pássaros e roedores em geral. Adoro, sentar na terra, me ver sozinha, livre, independente, com apenas uns zumbidos naturais, e ainda: ter a percepção que sou tão burra, tão ignorante e conheço tão pouco assim como quando vim para o mundo.
E é claro, não dou o privilégio de qualquer um, falar o que quiser de mim. Mas sei que eu posso falar de mim. É menos ruim. É menos constrangedor. Mas é tão mais crítico. Porque, queira ou não acreditar, aqui tem uma consciência ligada a cada hora do dia, da noite, do mês, do ano, que não deixa escapar nem se quer um pensamento.
Eu sei que gosto muito de todos aqueles que me rodeiam, e que sei que o sentimento é puro, é verdadeiro. Mas eu sei que tem horas que isso não basta. Não basta. Não basta essas histórias bebidas pelo tempo, tomadas pelo vento, e guardadas, em palavras chaves, código, número, em algum lugar do meu subconsciente.
Tem horas que a vida prega peças, que apenas eu, posso decidir. Ás vezes eu peço em silêncio, um pedido quase inaudivel, para parar, me isolar, tomar decisões, discernir idéias, pensar na minha vida, pensar com os meus botões. E fica nisso mesmo.

Sem qualquer sombra de dúvida, tem um protagonista que precisa de outros personagens secundários ao lado. Mas assim como o protagonista da história precisa de um lugar dentro de sua própria história, assim sou eu, precisando de tempos de reflexões, e claro, tenho a necessidade, de que esteja só.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O breve espaço percorrido de uma folha ao chão.
Ou qualquer coisa que me faça imaginar por horas, como que o universo está em constantes agitações.

A verdade é que não há outra coisa que me atraia mais (ou sim) se não estes fatos que estão dia-a-dia acontecendo, sem chamar atenção, expontaneamente. E há um fluxo nisso. Há um fluído cósmico, que faz com que a chuva caia, que faz com que nosso relógio se atrase e consequente nos atrasamos também e de fato ocorre algo que não teria ocorrido se estivéssemos em hora certa, que faz com que vente sem parar, desde o despertar do sol, até a despedida da lua, que faz com que as pessoas se atraiam, que faz com que as nuvens, secretamente, colem umas nas outras como cargas elétricas positivas e negativas. Enfim, há a coexistencia de algo maior, bem maior que todos os seres que habitam o mundo, e que no caso, ainda não decifrado, que faz-se espontaneamente com que haja comparação de uma gota de água com uma tempestade. Uma partícula de átomo e a matéria em si. Um grau de arroz, com um almoço.
A verdade é que a própria verdade está ao nosso redor, bem debaixo de nossos olhos.
E não sei, talvez uma enumeração em ordem alfabética, em sequencia, ou cronologia, pouco importa, faça com que fique tudo registrado num papel as observações desse vasto universo, mas não será o suficiente para explicar, exemplificar e nos fazer entender este ciclo continuo, essa ordem desordenada, improvisada e de fato, mal-explicada.
Queimei os neurônios com todas esses absurdos, porém creio que alguma coisa fica gravada apesar das inábeis palavras e da desorganização das frases:
Não há nada escrito, registrado e por isso fica essa dúvida, esse dogmatismo!
E apesar de me considerar uma ignorante por saber tão pouco do mundo, não há alternativa se quer observar esse ritual cotidiano, da natureza clamando e chamando os seres a sua volta.