Quem dera eu pudesse ser Alice!
Não pelo nome.
Tudo bem, sou um pouco suspeita a falar, já que nomes de fábulas e estórias me atraem completamente.
Estou falando de morar no País das Maravilhas, que de fato, aparenta ser mais interessante que esse caos urbano.
Não sou tão radical quanto uma pessoa que me falou "Não gosto de gente"
Eu até gosto, para não falar que gosto muito e evidenciar meus motivos. Mas a verdade que essa não é hora e a questão para falar de Sociologia e seus beneficios e malefícios (vícios!).
Mas acho que a fantasia é algo que deve ser esquentada, talvez guardada para que depois relembremos, mas acima de tudo, deve ser vivida, principalmente junto com a vida que levamos.
Eu gosto de quando vejo no espelho, meus olhos cintilantes.
Tão brilhantes que eu esqueço o que eu estava fazendo. Apesar de ter saído errado na cor, não houve erro algum em questão ao brilho!
Não sei se o brilho é algo pessoal. Quanto mais sonhos, mais brilho.Nunca reparei se há olhos mais brilhantes, e outros foscos. Não sei.
O pouco que sei de óptica, não aplica a esse termo.
Contudo sei, e isto é quase uma noção de percepção que, o que mantém os olhos brilhantes, são nossos sonhos, nossas esperanças, nossa vontade, e nossa fantasia.
Quanto à fantasia:
Eu tenho meu amigo invisivel, mas quase não o uso. Deixo em descanso por tempos e ao lembrar do camarada cotidiano, é sempre muito bom. A fantasia me faz querer conhecê-lo mais, vê-lo com suas mais leves expressões, e me faz sentir que ainda há algo fluindo em mim, que ninguém mais vê, conhece, sente, ou sabe. Apenas eu. A dona da minha imaginação.
Sempre imaginei lugares em que talvez um dia, sabe-se lá, só Ele, eu venha a conhecer. Errei. Venha a visitar, pois o conheço o bastante até mesmo em falta de luz sei localizar cada uma das estruturas, dos locais, das passagens. É evidente que isto também é um fruto da minha imaginação.
Mas enfim, o que quero dizer do Mundo das Maravilhas é que tudo é tão mais marcante, interessante, sereno e agitado simultaneamente, se comparado com o mundo aqui fora. É um desligamento das coisas que aqui tem, vivas, intactas, cedendo a um lugar, de outras coisas vivas e intactas, só que diferentes. É tão logo que percebo: o mundo é tão superficial, quando comparado a lá. As coisas são mais tocantes, mais reais.
Estranho. Os papéis se invertem e a realidade que marca aqui, nada mais parece do que provas e espiações. E a realidade de lá é o que mais quero, pois não abre espaço para mesquinharias e superficialidades, por isso é mais apreciado.
Agora troco novamente de papéis e de contexto.
Sim, eu acho que posso ser Alice.
Só pelo fato de ter imaginação e o meu mundo imaginário me esperando.
Sim, eu sou uma Alice.