domingo, 16 de janeiro de 2011

Eu sei que há alguma coisa maior que eu e você. O sol não brilha todos os dias. Existem dias nublados.
Nem todas verdades são universais: ás vezes confundimos as coisas.
Há tempos, em que precisamos descansar o sorriso. Os músculos doem. Não é sempre que temos a disposição de estar bem, e para darmos valor em nossos momentos felizes, nada mais conveniente do que termos momentos tristes.
Eu sei que as nuvens são intocáveis. Não tenho mais a mentalidade de crer que são feitas de algodão.
Tenho meus pés ao chão, embora às vezes ligue em meus pensamentos continuinamente.
Sei que não é todo dia que nascem flores. E ainda que as flores de plásticos, apesar de mais ricas em cor, não tem a fragrância. a beleza e a originalidade de uma real.
Descobri que posso estar no coração de alguém, mesmo com 1000 km de distância e mesmo, se aliado com o tempo, não deixará de ser quem é para mim.  
Posso voar, mas sem asas.
Ainda, sei que posso cair, quebrar a cara, mas precisarei manter-me sob controle, levantar, sacudir a poeira abaixar, reconsertar-me, juntando todos os cacos do chão.
Aprendi vendo as pessoas, que às vezes é necessário não importar com certas ações. Mágoa causa intranquilidade e me afunda mais no chão, sendo impecílio para continuar. As pessoas cometem erros, mas sabem que os fazem e quando os fazem, mesmo tardiamente. O julgamento deve ser transferido àqueles que cometem os próprios erros, pois são eles os infratores.
Logo, percebi que as ações dos outros se relacionam, independentemente, à outras pessoas. Co-responsabilidade inevitavel. A verdade, é que querendo ou não, afeta, pois tudo está ligado mútuamente. Apesar de temer e evitar agir sem afetar o outro, é impossível. Esse é o preço para viver na sociedade.
Temo. Evito.
Mas jamais ajo momentaneamente.
Sei dos pesos das consequências. Pois, acredite, elas já agiram contra mim.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Uma confissão:
Estou deixando a velha Alexandra, me tornando uma, em partes, diferenciada. Tirando todas as poeiras acumuladas, todos os livros velhos das prateleiras, jogando fora todas as roupas de mau uso, eliminando de vez a poeirinha debaixo do tapete, dos cantos do guarda roupa. Deixando o sofá velho, o sutiã gasto, o perfume vencido, tirando o carrasco da culpa, do medo, do pavor, me restabelendo, me reecriando, me unificando, me transformando. Talvez seja essa a regra. Mudar e apenas mudar, quando tudo não passa de uma carga velha de amontoadas e gastas poeiras. Restos. Sujeiras. Talvez também o que me faça tomar, por certo, esse rumo, seja o cansaço, mas pode muito bem ser a minha sede de uma nova ordem a estabelecer. Dizer que estou no comando desse lixo.
E eis que a questão vem me ensinar: suportar cada fagulha de desinteresse, passar reto aos desânimos, ser unânime à tudo menos ao amor.
Distrair-me a cada má resposta. Ouvir os mais velhos. Passar aos ouvidos às críticas deformistas.
Liberar a vontade de ajudar o próximo. Respirar fundo ao perceber a inveja alheia.
Não criticar o comportamento ou quaisquer coisa dos outros para futuramente não ser criticada.
Ignorar, ser indiferente aos falsos.
Ser feliz independente do quê ou como. Esquecer que o mundo é hipócrita e viver na minha.
Optar pela primeira pessoa em vez de terceiras. Não desmoronar à cada palavra mal formulada.
Deixar-me refazer, construir. Sem abalos, sem terremotos, sem paradas obrigatórias. Ser um pouco egoísta. Afinal, ninguém te quer inteiramente bem como você mesma.



Apenas mais algumas promessas e talvez resulte.
Afinal, o fácil não é prometer.
Pois bem. Eu inicio e sinto coragem a finalizar.