Eu sei que há alguma coisa maior que eu e você. O sol não brilha todos os dias. Existem dias nublados.
Nem todas verdades são universais: ás vezes confundimos as coisas.
Há tempos, em que precisamos descansar o sorriso. Os músculos doem. Não é sempre que temos a disposição de estar bem, e para darmos valor em nossos momentos felizes, nada mais conveniente do que termos momentos tristes.
Eu sei que as nuvens são intocáveis. Não tenho mais a mentalidade de crer que são feitas de algodão.
Tenho meus pés ao chão, embora às vezes ligue em meus pensamentos continuinamente.
Sei que não é todo dia que nascem flores. E ainda que as flores de plásticos, apesar de mais ricas em cor, não tem a fragrância. a beleza e a originalidade de uma real.
Descobri que posso estar no coração de alguém, mesmo com 1000 km de distância e mesmo, se aliado com o tempo, não deixará de ser quem é para mim.
Posso voar, mas sem asas.
Ainda, sei que posso cair, quebrar a cara, mas precisarei manter-me sob controle, levantar, sacudir a poeira abaixar, reconsertar-me, juntando todos os cacos do chão.
Aprendi vendo as pessoas, que às vezes é necessário não importar com certas ações. Mágoa causa intranquilidade e me afunda mais no chão, sendo impecílio para continuar. As pessoas cometem erros, mas sabem que os fazem e quando os fazem, mesmo tardiamente. O julgamento deve ser transferido àqueles que cometem os próprios erros, pois são eles os infratores.
Logo, percebi que as ações dos outros se relacionam, independentemente, à outras pessoas. Co-responsabilidade inevitavel. A verdade, é que querendo ou não, afeta, pois tudo está ligado mútuamente. Apesar de temer e evitar agir sem afetar o outro, é impossível. Esse é o preço para viver na sociedade.
Temo. Evito.
Mas jamais ajo momentaneamente.
Sei dos pesos das consequências. Pois, acredite, elas já agiram contra mim.
"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
domingo, 16 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Uma confissão:
Estou deixando a velha Alexandra, me tornando uma, em partes, diferenciada. Tirando todas as poeiras acumuladas, todos os livros velhos das prateleiras, jogando fora todas as roupas de mau uso, eliminando de vez a poeirinha debaixo do tapete, dos cantos do guarda roupa. Deixando o sofá velho, o sutiã gasto, o perfume vencido, tirando o carrasco da culpa, do medo, do pavor, me restabelendo, me reecriando, me unificando, me transformando. Talvez seja essa a regra. Mudar e apenas mudar, quando tudo não passa de uma carga velha de amontoadas e gastas poeiras. Restos. Sujeiras. Talvez também o que me faça tomar, por certo, esse rumo, seja o cansaço, mas pode muito bem ser a minha sede de uma nova ordem a estabelecer. Dizer que estou no comando desse lixo.
E eis que a questão vem me ensinar: suportar cada fagulha de desinteresse, passar reto aos desânimos, ser unânime à tudo menos ao amor.
Distrair-me a cada má resposta. Ouvir os mais velhos. Passar aos ouvidos às críticas deformistas.
Liberar a vontade de ajudar o próximo. Respirar fundo ao perceber a inveja alheia.
Não criticar o comportamento ou quaisquer coisa dos outros para futuramente não ser criticada.
Ignorar, ser indiferente aos falsos.
Ser feliz independente do quê ou como. Esquecer que o mundo é hipócrita e viver na minha.
Optar pela primeira pessoa em vez de terceiras. Não desmoronar à cada palavra mal formulada.
Deixar-me refazer, construir. Sem abalos, sem terremotos, sem paradas obrigatórias. Ser um pouco egoísta. Afinal, ninguém te quer inteiramente bem como você mesma.
Apenas mais algumas promessas e talvez resulte.
Afinal, o fácil não é prometer.
Pois bem. Eu inicio e sinto coragem a finalizar.
Estou deixando a velha Alexandra, me tornando uma, em partes, diferenciada. Tirando todas as poeiras acumuladas, todos os livros velhos das prateleiras, jogando fora todas as roupas de mau uso, eliminando de vez a poeirinha debaixo do tapete, dos cantos do guarda roupa. Deixando o sofá velho, o sutiã gasto, o perfume vencido, tirando o carrasco da culpa, do medo, do pavor, me restabelendo, me reecriando, me unificando, me transformando. Talvez seja essa a regra. Mudar e apenas mudar, quando tudo não passa de uma carga velha de amontoadas e gastas poeiras. Restos. Sujeiras. Talvez também o que me faça tomar, por certo, esse rumo, seja o cansaço, mas pode muito bem ser a minha sede de uma nova ordem a estabelecer. Dizer que estou no comando desse lixo.
E eis que a questão vem me ensinar: suportar cada fagulha de desinteresse, passar reto aos desânimos, ser unânime à tudo menos ao amor.
Distrair-me a cada má resposta. Ouvir os mais velhos. Passar aos ouvidos às críticas deformistas.
Liberar a vontade de ajudar o próximo. Respirar fundo ao perceber a inveja alheia.
Não criticar o comportamento ou quaisquer coisa dos outros para futuramente não ser criticada.
Ignorar, ser indiferente aos falsos.
Ser feliz independente do quê ou como. Esquecer que o mundo é hipócrita e viver na minha.
Optar pela primeira pessoa em vez de terceiras. Não desmoronar à cada palavra mal formulada.
Deixar-me refazer, construir. Sem abalos, sem terremotos, sem paradas obrigatórias. Ser um pouco egoísta. Afinal, ninguém te quer inteiramente bem como você mesma.
Apenas mais algumas promessas e talvez resulte.
Afinal, o fácil não é prometer.
Pois bem. Eu inicio e sinto coragem a finalizar.
Assinar:
Postagens (Atom)