"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
A chuva que caía pelo meu cabelo, caía por muitos cabelos lá fora.
A chuva que escorria pelos rostos e borrava meu lápis de olho, e que por sinal, demorou pra pegar, caía em muitos rostos lá fora.
E isso que podia estar muitas pessoas se divertindo lá na chuva, com braços abertos e cabeça em direção ao céu, e muitas pessoas se refugiando debaixo de qualquer coisa que impeça a chuva: lojas, supermercados, bares...
Talvez tenha alguns casais apaixonados, na tentativa de um beijo romântico igual ao de Mary Jane e Peter Parker.
Pois é, dia chuvoso e frio. Agora um pouco de drama, o que eu quase não adoro (e um pouco de ironia!): se não construiram a arca de Noé, podem começar, pois o dilúvio está prestes a começar.
Por mais que a chuva venha, deixa o dia nublado e sem as cores que o sol enfatizaria, depois da chuva, o dia sempre volta a clarear.
Aquele céu mais vivo, o cheiro de terra molhada, aah o cheiro de terra molhada! As ruas cintilantes e brilhantes, tudo passa por uma transformação.
Até a água escorrendo do telhado torna-se algo admirável de ver.
Quando criança, achava que era lágrimas, lágrimas que escorriam do céu.
Enfim, talvez alguns vejam a chuva como algum fenômeno meteorológico, outros vibração ou força da natureza, outros a definem como gotículas de água condensadas que voltam para a superfície terrestre, mas em vez de procurar explicações, definições básicas, prefiro sentir.
Senti-la.
Vale um resfriado, por um banho de chuva.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Primeiro o motivo, um motivo que logo se confunde com a causa.
O longo espaço que será percorrido entre os olhos até o chão.
Motivos que muitas vezes, nos levam a impusionar algo de dentro, para fora.
E você, apesar de querer reprimir, quer aliviar.
Uma lágrima, uma bola de cristal cintilante.
Você chora, muitas vezes de raiva, e não quer olhares de piedade e de dó.
Por isso muitas dessas vezes, reprime, até achar um local afastado, e soltar. Ao soltar, chora e tira todo o desabafo de dentro de si.
Não há nada de mais de eliminar essas frustrações.
E depois, você precisa de alguém, nem que seja apenas uma pessoa, para te ouvir.
Quando não há, a falta é grande e a solidão total.
Não é feio dizer que todo mundo, inclusive eu, você, temos momentos de fraqueza, e precisamos de um ombro amigo para chorar.
Todo mundo chora em certa ocasião, ainda mais com a perda de algo valioso.
Ou seja, corrigindo: primeiro o motivo, um motivo que logo se confunde com a causa e depois vem a consequência: o choro.
Sem contar que entramos no mundo chorando, e deixamos o mundo, fazendo as pessoas chorarem. O choro é algo inevitável: as pupilas dilatam e o fênomeno vem, sem pedir licença.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
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