Grana, status, vida social. Pouco me importa.
Eu estou muito bem assim.
Sei que não pode ignorar, e viver sem o mundo material, pois temos que conciliar ambos. Temos que viver COM o dinheiro e não PARA o dinheiro.
As preposições mudam totalmente o sentido da frase.
Tem gente que esquece o valor de uma família, o valor de um amigo e se atrofia nos valores que o dinheiro oferece.
Quem que acorda pensando no dia lá fora? No dia que está calourosamente te acolhendo? Ou até mesmo resgata um minuto do dia corrido para meditar ou ficar perto da natureza? Poucos.
Embora criticamos os outros pela ganancia, pela vaidade que a materialidade proporciona, não vemos que também temos esse erro crítico. Perdemos o que temos de mais valor: o tempo. Porque simplesmente somos seres cheios de afazeres simultâneos, e esses afazeres está direto ou indiretamente relacionado ao nosso futuro, que envolve o modo como vamos adquirir nossa independência, sustentar-nos sem o auxílio do pai, e que novamente volta ao dinheiro.
E quando vemos, o tempo passou. Àquelas amigas que você sente saudade, você se afastou devido a correria. A família quase não te vê nas reuniões de família do domingo. E a sua religião? Você faz suas orações quantas vezes ao dia? Faz as orações ao menos antes de dormir, ou esquece até nesse momento de alguém que nunca esqueceste de ti? Pois bem.
A cada minuto que passa, estamos mais velhos. A cada segundo, menos um segundo em nossa vida. Está tudo premeditado, e se não, contado. A cada dia, um dia a menos. A cada aniversário, um ano perdido e outro ganhado. Você que faz, seus anos serem ganhados ou perdidos, afinal, o dono de tudo em volta de você já se dá para imaginar.
Se soubermos conciliarmos todos os valores importantes que estão em nossas mãos, aí sim estaremos aptos a ser merecedores desses valores.
Que o tempo não passe sem nossa percepção, pois o reflexo disso será o arrependimento.