quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal.

A felicidade do natal estampado em caras e caricaturas.
No rosto das crianças carentes, dos idosos calvos, paraplégicos, dos esfomeados moradores de ruas, dos necessitados. 
Se quer saber, são esses que são simbolos de arduidade e coragem.
Digo porque, cansei de ver 364 dias do ano, a cegueira das pessoas aos problemas humanitários. E nesse um dia que resta, desde então, vestem a camisa da SOLIDARIEDADE. 
Considero tudo isso o próprio declínio da humanidade. Não seria bem melhor usar os 364 dias para fins humanitários? 
É uma obrigação do ser humano preocupar-se com o próximo, com o seu semelhante. Ainda mais, ao tratar-se dos problemas que alguém passa, já que, várias pessoas formam a sociedade e se um individuo desta mesma sociedade passar por quaisquer tipos de problemas, o principal objetivo de toda essa estrutura, é minimizar as falhas, e fortalecer o grupo, em geral.
Ás vezes me sinto idiota, ao fantasiar um mundo que não existe preceitos do egoísmo. Atribuo todos os males do mundo ao egocentrismo, que já é um anexo ao cárater humano. Alguns aderem. Outros, felizmente são mais perspicazes. O mal do doente é a sonegação ao remédio. O mal da pobreza, é a distribuição desigual dos valores materiais. O mal da tristeza, é a indiferença de um sorriso, fruto de ações errôneas. O mal de um paraplégico, é o erro humano. O mal das pessoas, encontra-se exatamente dentro delas.

Tento raciocinar, sequencialmente, e não consigo ver o porquê. Não entendo. No dia-a-dia, as pessoas viram as costas para os necessitados e chega, enfim, a época do Natal, dão as caras e demonstram preocupação diante dos mesmos.
Isso é rídiculo. Falso.
Acho que para a caridade com o próximo ser significativa, é necessário pôr sentimento. Dar de si, para o outro. Jogar-se de cabeça, de corpo e alma - coração. Não simplesmente falar "Eu fiz!" para os outros - não se engrandecer de fato, mas se igualar, pois apesar das diferenças, somos feitos do mesmo material, do mesmo modo, do mesmo produto, com embalagens diferentes.
Então não vejo porque, a graça do "fazer" quando é feito por impulso. 

Lembre-se que 364 dias, foram passados sem feitos. E a escolha fica a mercê: se é por sentimento ou simples opção de beneficio (não o outro, mas a si mesmo), e se a escolha for, de fato, a segunda opção, acorda para o mundo. Ele não gira em torno de você.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Cada qual, um mais longo que o outro. Arranquei dois suspiros. Inverte a sequência.
Prometeria... ter um ano melhorzinho, tentando amenizar esses defeitos estridentes, passaria uma borracha nos meus erros convincentes, e me conformaria mais.
Conformar vai ser um grande passo, adimito.
Eu tenho que me conformar com as minhas perdas, com os meus defeitos, com os defeitos dos outros e parar de pôr culpa onde não há possibilidade de suposições. Tentaria ser mais eu, mesmo que haja mudanças no meu gênero. Esperaria mais de mim, botaria mais expectativas no que faço e claro, acho que avançaria mais, desde então, com o surgimento desses novos ofícios para uma melhora mais intelectual. Evitaria ataques psíquicos e mais: prometeria não quebrar todos os meus juramentos de ano velho. No entanto, acho que seria mais fácil o contrário. Estou com muitas reflexões na cabeça "nessinstante", então creio que isso seja um tópico a discutir mais tarde.

Esses suspirinhos, nada mais são do que conversões de alguns sentimentos temporários, só para constar.
E dois longos suspiros, fazem a máxima diferença em mim. Eu me sinto uma aluna de ioga e um pré-requisito para o relaxamento corporal e mental. Traz tranquilidade. Julgo isso pelo fato do ar entrar nos pulmões, demorar dois segundos e enfim, no ápice, ser despejado por um rumo qualquer. A alternativa para meu pulmão enferrujado, pois assumo, vermelha de vergonha, que às vezes até esqueço que estou respirando. Pondo-me em acusação, me sinto a reencarnação da sedentarização.
Prometeria... também... amar mais do que amo, sentir raiva menos do que sinto, e ser forte o bastante para esquecer as mágoas, ou ignorá-las.
Prometeria... constantemente, me pôr no lugar das pessoas e cumprir meus "7 mandamentos pessoais". Evitar os sete pecados capitais, ainda mais os que mais abuso: vaidade e gula. (esquecer que se evitar gula, emagreço!) Sentiria mais emoções. Não pouparia esforços. Tentaria. Erraria mas persistiria em tudo até o fim. Perderia, mas evitaria andar cabisbaixa. Me desafiaria. Dia-a-dia. As vinte e quatro horas, os trinta dias, todas estações. Todos aspectos.
Prometeria... se não me conhecesse ou se, no entanto, não fosse sincera comigo mesma. Eu sei que eu sou uma péssima prometedora promissora. Ainda mais quando se trata de promessas que travo comigo mesma. Sou infratora dos meus próprios códigos, das minhas próprias leis.

Maldito horário para promessas: a madrugada é o pior período para iniciar promessas porque eu sei que agora é hoje, e nem dá para começar as promessas amanhã, porque eu ainda não estou tão conformada que o ontem passou, então como que vou prometer para agir amanhã, se estou na dúvida se amanhã é agora, ou daqui mais vinte e quatro horas? Não sei nem se quer se essa é uma suposta promessa de ano novo ou velho. Velho porque foi feita agora, e o ano já se foi, quase em sua totalidade. E novo porque, é típico as pessoas fazerem promessas inexoráveis em um momento de transe ilusitório. Eu me sinto ridícula por causa que estou perdida nos meus próprios pensamentos. Ou seja, substituindo por outras palavras da minha particular enciclopédia: sou um fracasso. Se resume:
Efeito:Promessas
Causa: Sono.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sabe quando você sente que está no lugar certo, com as pessoas certas e onde realmente deveria estar?
Tendo, em base a si e sua vida, com a convicção de que é a hora, o lugar, o momento para tudo se encaixar, importar e ser levado realmente em frente.
É muito mais do que uma fila do banco, comprar sapatos de liquidação, achar o tamanho certo, perder 3 kg. É a diferença que precisava resultar. É a certeza. Certeza que raras vezes conseguem superar a dúvida, certeza de estar certo, de estar consciente, de ser você e só você.
É essa certeza que faz os pulsamentos do sangue, a batida do coração, o ar vital, apaixonar, viver, crescer, evoluir.  Essa certeza que marca o azul do céu, branco-azul da maré, vermelho do sangue, rosa da femilinidade, azul turquesa das flores, rosa pêssego das bochechas, verde da natureza.
Certeza de ser e estar. Conformar.


É bom estar certo de alguma coisa, pois a certeza é escassa na vida. Muitas vezes, quando estamos certos de alguma coisa, surge a dúvida SE estamos realmente certos como sugere.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Descobri, desde então, o quanto posso ser  gentil, legal e amável. Ao mesmo tempo, sei o quanto posso ser chata, implicante e desnaturada.
Não sabia que podia amar. E nem mesmo que podia sentir raiva ou mágoa. Até agora não sinto ódio, mas talvez um dia eu descubra.
Posso chorar. Depende. Raiva ou dor. Quase sempre choro por raiva, e isso é um bálsamo para meu sofrimento, fazendo com que instantes depois eu sorria e pense o quanto fui tola por chorar por coisas irrelevantes; só que sempre, infelizmente, um ato leva a outro, ou seja, sempre tenho que chorar para depois chegar a alguma conclusão.
Tenho alertas automáticos. Meus sentimentos se revezam. Regorzitam crises existênciais. Sinto me frágil. Logo, forte o suficiente. Sou tão inconstante!
Queria ter uma constância e se sorrir, sorrir até o fim do dia. Por via, não ocorre. Eu sei que durante um dia inteiro, haverá essa troca de humor, troca de caras, troca de momentos.
Choro, sorrio, choro e vira um vai-e-vem que acaba com minhas forças. Depois retomo-as.
De um sorriso, passa para uma lágrima, por instantes incálculáveis.
Disso, sei que vivo de meios. Porque nunca é uma alegria completa nem tristeza. É esse vai-e-vem que me leva a incerteza. Sei que posso rir de gargalhar, e outrora chorar de ir para o quarto e me sentir a criatura mais abominável na face da terra e em outros mundos.

Tento. Não consigo.
A inconstância me persegue até na felicidade. Quero ver onde isso vai parar.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Ar rarefeito. Queria respirar mais que meus pulmões suportassem.
Curvas e curvas. Árvores e verde. Pássaros e amarelo. Frutos e arco-íris. Ambiente impecável.
Segui a linha até o verde vale. Ventava... não era pouco. De mecher cabelos, arrepiar e o vento fazer inveja ao sol.
Como era tudo tão perfeitinho. As gramíneas balançavam em rítmo às árvores.
Os pássaros sentavam nos troncos e assistia o espetáculo.
Eu, de fora, senti vontade de sentar e ficar ali... passar a tardezinha vendo a gradativa ação da natureza. Ela não pára. Se piscar, perdemos todo o espetáculo.
Alguns raios denunciavam que o pôr do sol estava a caminho. E eu achei isso lindo.
Mas o melhor não era isso.
Eu...estava fazendo parte desse ambiente. Contracenando, mesmo estática. Estava de volta às minhas origens.