quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Descobri, desde então, o quanto posso ser  gentil, legal e amável. Ao mesmo tempo, sei o quanto posso ser chata, implicante e desnaturada.
Não sabia que podia amar. E nem mesmo que podia sentir raiva ou mágoa. Até agora não sinto ódio, mas talvez um dia eu descubra.
Posso chorar. Depende. Raiva ou dor. Quase sempre choro por raiva, e isso é um bálsamo para meu sofrimento, fazendo com que instantes depois eu sorria e pense o quanto fui tola por chorar por coisas irrelevantes; só que sempre, infelizmente, um ato leva a outro, ou seja, sempre tenho que chorar para depois chegar a alguma conclusão.
Tenho alertas automáticos. Meus sentimentos se revezam. Regorzitam crises existênciais. Sinto me frágil. Logo, forte o suficiente. Sou tão inconstante!
Queria ter uma constância e se sorrir, sorrir até o fim do dia. Por via, não ocorre. Eu sei que durante um dia inteiro, haverá essa troca de humor, troca de caras, troca de momentos.
Choro, sorrio, choro e vira um vai-e-vem que acaba com minhas forças. Depois retomo-as.
De um sorriso, passa para uma lágrima, por instantes incálculáveis.
Disso, sei que vivo de meios. Porque nunca é uma alegria completa nem tristeza. É esse vai-e-vem que me leva a incerteza. Sei que posso rir de gargalhar, e outrora chorar de ir para o quarto e me sentir a criatura mais abominável na face da terra e em outros mundos.

Tento. Não consigo.
A inconstância me persegue até na felicidade. Quero ver onde isso vai parar.