quarta-feira, 23 de junho de 2010

Tinha tudo para ser um dia perfeito, mas como o próprio verbo soa, não consegui alcançar essa perfeição e claro que com o auxílio de alguns fatores. Diminutos fatores que na hora de serem somados, se juntam e se formam um batalhão, um batalhão contra minha boa sorte. E nessas horas, a única coisa que eu queria era enclausurar no meu quarto e chorar até que as paredes não conseguissem suportar eu e minhas lágrimas angustiadas. Também me contentaria se eu virasse oxigênio, de uma hora para outra, e encher o pulmão de algum individuo feliz. Mas não tenho tanta sorte, e nem se quer uma parcela de sorte. Quem dera tivesse, eu também me contentaria. A única coisa que posso ver, é um dia perdido, que tinha tudo para ter sido diferente. Desde o momento em que amanhã não tem aula, até o momento que é a véspera do grande dia: meu presente de aniversário retrasado do meu pai. O que era uma véspera contente, de filmes, sorrisos e sem espaço para qualquer chororô, apenas tornou-se uma noite sombria, deixando meu pesamento de noite feliz entrar em atrito e voltar-se a realidade, que de fato é menos agradável. E lá se vai, um minuto para a Terra terminar seu movimento, e resta-me apenas esperar, sentada na cama, essa angústia dissolver e se tornar mágoa, e em outro dia em que eu estar menos fragilizada, superar ou guardar para o dia que poderia ter sido um dos melhores, mas foi só um transe ilusitório.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Acordei mais ou menos. Olhei no espelho e me vi mais ou menos, e apesar disso tudo, houve uma repercussão de mais ou menos. Coloquei uma roupa mais ou menos seguido por uma sandália mais ou menos. Usei meu batom mais ou menos. Meu café da manhã foi mais o menos, e ao olhar para o céu, ele não estava tão bonito, como rotineiramente, e lá se via um mais ou menos. O tempo era mais ou menos, isto é, alguns minutos eu jurava ter passado séculos, enquanto outros, voavam sem que eu notasse que do azul-cinza neblinoso do céu, se via um céu radiante, mas ainda assim estava mais ou menos. Meu dia foi mais ou menos. Ouvi uma música mais ou menos, talvez Nickelback, talvez Creed, mais ou menos isso. Encontrei amigos mais ou menos, à mais ou menos 17:30h quando o sol já estava se pondo. Decidimos, mais ou menos, ver o pôr-do-sol. Tingia o céu de mais ou menos laranja-arroxeado. E é claro que vocês imaginam o termo certo a descrevê-lo: Mais ou menos. Então eu descobri que mais ou menos era a minha insatisfação, não com a vida, mas comigo. E no meio dessa descoberta, ainda intercalada, havia outra descoberta que foi mais válida, pois cheirava ares de mudança: Eu descobri que eu podia fazer MAIS do que eu fazia. Do mais ou menos, retirei o menos, e hoje não vejo pôres-do-sol mais ou menos, não tenho uma vida mais ou menos, não tenho amigos mais ou menos. Mudei meu hábito de vida e readiquiri novos hábitos que fizeram eu tirar a ilusão de que minha vida era mais ou menos, e é claro que em torno dessa mudança, sigo minha vida, tentando viver mais, intensificá-la ainda mais e me reajustar conforme manda a música, querendo mais e mais, e não apenas me contentando com a limitação do menos.

sábado, 19 de junho de 2010

É pleno sábado. Alguns estão se arrumando para ir a algum barzinho, a alguma festa de 15 anos, ou da priminha mais nova, e os metropolitanos, para uma boate. Enquanto isso a lua se ergue no eixo mais alto do céu, sua luz ofuscando e tirando o brilho das estrelas ao redor. E eu aqui, com uma mísera dor de cabeça. Antes fosse apenas, mas como um acréscimo: pressão baixa. Ambas me consumindo. Um cobertor, por causa da noite fria e a cada meia hora colocando sal embaixo da língua, para ver se a tal da pressão aumente. Além disso, uma apostila do lado, para tentar estudar mais tarde, já que tenho três provas, sem ser nessa, na outra semana. Uma pílula de Neosaldina e uma barra de Vitamina C, para ver se tem algum funcionamento, mas não vejo efeito. Era para ter me acostumado com essa dor de cabeça, e nem notar sua presença, já que de quando em quando, ela vem marcar território, mas não, ela insiste em vir e me lembrar o quanto é ruim sua presença, e pior ainda, permanência. E se dormir fosse a cura, apenas dormeriria, mas de novo não. Não consigo dormir, porque minha cabeça dói e nem ao menos sono tenho. Já a pressão baixa é uma novidade. Não posso levantar rápido que se não vejo tudo preto e paft. E para não correr risco, duas opções. a) sentar; b) deitar. Ou seja: Olá cadeira amiga. E apesar de querer formar em medicina, odeio ir ao médico. Ótimo exemplo, ótimos desânimadores de sábado ou ótimas dores, enfim, ótimo tudo isso.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Aquele sentimento súbito e êfemero de que tudo, inclusive o universo está conspirando ao seu favor. Claro que isso também está relacionado ao humor, às suas percepções. Pois não adianta, quando você acorda com o pé esquerdo, não há situação no mundo que faça aparecer um sorriso em seu rosto. Digo, talvez até tenha, só que coisas que ocorrem em 1 de 100 pessoas (milagres) como ganhar na megasena, achar um carro à sua porta e descobrir que é seu, e como disse anteriormente, milagres. Contudo, não estou nesses dias. O melhor: bom-humor até demais. Na verdade eu estou percebendo coisas, que na minha rotina bagunçada, sem tempo, faz com que não perceba (e a minha distração facilita) às coisas ao meu redor. A verdade é que estou contente em sentir as coisas fluir. Adoro sentir, lá fora, o vento emanar contra nossos rostos; saber que tem uma cama quente esperando por mim e sonhos que me tiram da realidade; adoro sentir frio apesar do casaco de lã; queimar o dedo em uma xícara de chá, e sentir o vapor saindo, cedendo calor para outros corpos; ouvir as invenções dos homens conquistadas ao longo do tempo (O que seria de nós, sem tais invenções?); o tédio, pois sem ele não teria tempo para tirar um tempo de reflexão e estar falando disso, pois é realmente o que sinto. Gosto de simplesmente estar viva, apesar das preocupações, dos receios, dos medos, das derrotas, das dificuldades. Enfim, estar viva e ter vivacidade para levar a vida adiante. Sempre procuro fixar idéias evasivas para preencher meu dia-a-dia, e de fato, não só procuro, como faço e tenho que fazer, mas tirar às vezes um tempo e relaxar é a melhor coisa a ser feito. Pois não adianta termos tempo (se é que temos) e não saber utilizá-lo. Entretanto, aproveitarei esse momento, já que, não é sempre que abro mão das minhas coisas cotidianas.

domingo, 13 de junho de 2010

"O amor caminha junto com o ódio." Alguns dizem que essa frase não é verídica, mas eu acho que sim. Amor ou ódio? Ambos são sentimentos fortes, e por ser sentimentos fortes, nos fazem sentir algumas emoções em que é inevitável. O que de fato nos ensinam é a clara definição "O que é amor?" "O que é ódio?" baseado em dogmas e ceticismo. Mas não ensina que ambos ferem, que ambos tem mais poder do que uma arma, do que dinheiro, do que... qualquer coisa. O ódio só traz uma camada de mal-estar e males psiquicos e físicos, pois não adianta não gostarmos de alguém. Essa pessoa, nem se quer lembra de você enquanto você fica amaldiçoando-a. O amor? É trágico para quem ama e quem é amado. Quem ama tem a chance de ser ou não ser correspondido. E que é amado tem a chance de corresponder ou evitar. E alguns ainda brincam com o sentimento dos outros, ora correspondendo, ora evitando. Tudo bem, para toda regra, uma exceção. Ou uma exceção da exceção. Entretanto, ainda acho que os dois são a mesma coisa. Nós é que depositamos uma taxa de paciência a mais no amor, e tiramos do ódio. E de fato, ao sentir ódio, ainda temos um acréscimo: a raiva. Então, também acredito pessoas que se odeiam, isto é, reciprocamente, podem, futuramente, talvez, poder ser que, hipótese, amar um ao outro. Não sou mestre, doutora nesse assunto, porque tento não deixar da mágoa, passar para o ressentimento e MUITO menos passar para o ódio. Mas se eu falar que não tenho nenhuma mágoa, veja: minto. E quem não tenha, se candidate a papa! (Olha que acho que até mesmo o cargo eclesiático mais alto tenha alguns ressentimentozinhos), já que ressentimentos são inevitáveis, pois temos uma facilidade em dizer coisas sem pensar, atos arriscados e até atos que para nós parece ser insignificante e não nos colocamos na postura do outro. E é claro que falamos e fazemos. Nós somos os agentes das ações, e a mágoa é sentida pelos alvos, sendo fruto das nossas falas e fatos. E acontece em milésimos de segundos, mas talvez ocasionará consequências incontáveis. Sem contar que ninguém nos ensina a forma de perdoar, ou como superar nossos ódios e derivados, apenas ensina o que é amar. E de fato, deveríamos ser aprendizes de ambos, para não ferirmos o sentimento dos outros, o que geraria um efeito dominó. Não haveria mágoa, não haveria ódio, pois tudo giraria em prol dos sentimentos do próximo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O poder das palavras. Palavras que ecoam na memória, de fatos anteriores, de fatos presentes ou apenas palavras. Podem ser como facas, te matar por dentro, mas se usadas certas podem ser como conselhos, acalmar. Palavras, de todas formas, machucam mais do que um tapa na cara ou um pé na bunda, ainda mais por pessoas que falam sem pensar. São mais que ações, pois ações são evitadas, mas palavras nem sempre. Podem ferir as pessoas do modo mais cruel e, mas de toda forma tevemos ser cautelosos ao usa-las álias, palavras são como aviões, podem ser usadas para o bem e para o mal, a única diferença é que depende do jeito que são transmitidas, dos sentimentos expressos nelas. Algo dito, não tem como voltar, mas há como consertar. Para tudo se tem um jeito. O pior é que muitas pessoas falam o que quer sem ligar se prejudicarão outras pessoas e não percebem o quanto palavras são poderosas, então começaremos a pensar três vezes antes de falar algo que atingirá o próximo, álias, devemos tratar as pessoas bem, independente do que ela tenha feito a você e até mesmo porque não faça aos outros o que não gostaria que fizesse a você.