quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Desde cedo você ouve as pessoas dizendo que a vida não é fácil, que a felicidade é díficil de se obter, que a vida não é apenas sonhos. E dae? Tem coisas que as pessoas se recusam a ensinar-nos, mas tem outras, que as pessoas insistem em ensinar, porque adoram ver nossos sonhos indo embora. É patético. Acho que as experiências que vivemos são diferentes e os resultados também são diferentes, e por isso, devemos chegar à conclusão, com nosso próprio ponto de vista. Precisamos de incentivos para continuar e não de 'receitinhas bem vividas' para fraquejar. Tudo bem, podemos acreditar no que queremos. Mas sempre ficamos com um pé átras, com uma 'pulga' átras da orelha quando alguém dá um conselho, faz uma crítica, mesmo que esta não tenha fundamento algum. Então, por favor, mesmo que eu esteja errada sobre algumas coisas, deixe-me acreditar que a felicidade não é fácil de se obter, mas não é impossível. A vida não é fácil, mas nada é fácil e as pessoas complicam a vida, fazendo com que se torne um bicho de sete cabeças. do tipo, x² vira (x²)² e a vida não é apenas sonhos, mas os sonhos é o combustível que move a vida, ou você prefere uma vida sem metas, sem objetivos, sem idealizações, sem desejos?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sabe o que é? Se eu tivesse tomado banho antes, escovado os dentes antes e feito tudo antes, até o lanchinho da tarde, teria tido resultados diferentes. Se o tênis não fosse tão complicado de amarrar e minha cama no meio do quarto, o espelho tão pequeno a ponto de ter que virar em vários ângulos para ver as costas, o cabelo, as orelhas, os cílios e todas aqueles detalhes que não podem passar despercebidos em uma garota. Se a novela fosse mais cedo e não atraisse minha atenção. Se eu tivesse parado de ler A Bússola de Ouro, ou ter matado minha coelha de fome, e não ter parado cinco minutos para pegar uma couve e dado para ela comer. Se eu não tivesse que ter lutado com a fechadura do portão, porque estava emperrada (obra do destino!), se eu não tivesse quase no meio da rua e lembrado que esqueci da minha garrafa de água, voltado para buscá-la e enchê-la. Não pude se não, depois de todas circuntâncias ver que o destino conspirava ao meu (des)favor: começou a chover. E não só pude ver isso, como também vi os "se" cincunstânciais. Se uma dessas coisas: Ou a cama cooperasse, o espelho, a fechadura, o relógio, a internet, minha memória cooperasse, eu teria chegado à minha Ed. Física hoje, sã e salva, ou melhor dizendo, limpa e seca.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Não um sonho que se tem quando você é pequena e vive cheia de ilusões. Não um sonho que você alimenta para sobreviver a cada dia de passa. Um sonho, simples. Um sonho quando você vai dormir. Minha impressão: Eu não estava andando. A rua andava por mim. O outono chegava como uma estação quente, parecia verão. Tudo bem, nada fazia sentido. Mas em sonhos, há algo que faça sentido? De repente, o relógio. O relógio daquela torre oeste. Sim, ele girava sem parar. E eu olhava vidrada nele, como se esperava algo acontecer, como se já previra aquele momento antes. Mas de repente, aqueles números fizeram uma confusão, e do preto dos números, viraram preto de palavras e um livro aberto na mão e me deparei com uma história de Shakespeare. Eu não estava interessada em ler, mas eu lia. Sem prestar atenção, presa em meus pensamentos. Pensando em tudo que acontecia. Mas o que acontecia? Não sabia. Um verde iluminou, e eu prendi minha atenção naquele verde, e simplesmente aquilo invadiu meu sonho, de modo brutesco. Me vi sentada de braços apoiados no chão, com a grama fazendo cosquinhas na cintura. O céu azul, cintilava as águas de um rio próximo. Não bastou. Sorri, fechei os olhos. E uma música me invadiu completamente. Era tão real. Algo como Jack Johnson e eu simplesmente abri meus olhos de novo, e a claridade assumiu lugar sobre mim. Respirei fundo, foi só um sonho. Sonho estranho, mas nada mais do que um sonho. De volta ao meu mundo real.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Porque é mais fácil, enquanto andamos, preencher nossos pensamentos, empurrando com nossos pés, pedrinhas ou contando nossos passos? É muito mais fácil isso do que ficar pensando nas dificuldades e nas preocupações que temos e que passaremos. É até mais fácil ficar controlando o movimento do vento, os pássaros voando. QUE SEJA. Faço de tudo, topo qualquer parada. Arrisco até contar os carros que estão em minha volta, só não quero pensar... É bom deixar os problemas de lado, e não se preocupar com nada. Jogar tudo aos ventos, para que eles levem embora, para outra cabeça, para outro corpo, para outra alma. Que venha em meus pensamentos, uma música, com som suave, com o timbre da voz de algum cantor popularmente famoso, ou até mesmo, um desconhecido, mas que consiga me prender por 15 minutos de coisas extremamente agradáveis e não só preocupantes. Tudo bem, talvez não seja sensata, ou simplesmente responsável. Mas a vida toda tenho lutado para ser responsável. Meus dias são carregados por uma cruz cheia de responsabilidades e um minuto, ou 15 de um minuto não faria mal. Seria um descanso, um repouso para a minha cabeça e me devolveria a vitalidade. Eu sei, que talvez não seja para todo mundo, a mesma coisa, ou definitivamente não é a mesma coisa, mas para mim, a vida é preenchida como se fôssemos máquinas. Vivendo, andando e a partir daí, fazendo coisas simultaneamente e sem parar. Sem nem ao menos descansar. Então, pouse a sua cabeça no travesseiro. Solte seus cabelos no vento. Enche seus pulmões de ar puro. Ou simplesmente não pense em nada, a não ser nas pedras empurradas pelos seus pés ou o número de carros que passam ao seu redor. QUE SEJA, mas seja: seja feliz.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Não sei que mal costume é esse, de onde ele se atreveu a vir, nem como passamos a adquiri-lo sem notarmos, mas o fato é que achamos que sabemos de tudo no mundo, por isso saimos por aí, a procura de respostas. Respostas sobre todas perguntas, até depararmos com perguntas que não possuem respostas. E mesmo, coincientizando que tem perguntas sem respostas, achamos que somos os donos da verdade, que sabemos de tudo, sendo que não sabemos nem uma parcela do que está envolto nesse mistério. O mundo, de onde surgiu. Você saberia responder como os aviões se sustentam no ar? E o amor, de onde realmente veio? Realmente da Afrodite ou do Cupido? O céu, porque é azul? Azul será que é alguma cor simbólica para Deus e por que, justo azul? De onde vamos, para onde iremos? E o movimento de Rotação da Terra, porque ela faz isso, e ao redor do Sol, não da Lua? Porque a Lua não tem calor como o Sol? E passamos a ver, que vivemos em mundo de crenças. Acreditamos em crenças. Mas isso é porque acreditamos, mas não temos a real certeza. Tudo é incerto no mundo. Se não fôssemos movidos por crenças, fé e religião, nada faria sentido. E nada faz sentido. Há muito mais coisas no universo do que sabemos. Talvez um século não seja suficiente para descobrirmos e somos tolos por acreditar que sabemos demais, enquanto o que sabemos, é pouco demais para o entendimento das coisas, como elas realmente são.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A tempestade atrapalhou completamente minha rotina. As atividades rotineiras se transformam em aventuras e todos tem a mesma desculpa para faltar à algum compromisso: a chuva. Todos entendem e compartilham a mesma justificativa. As nossas metas e compromissos são adiados, para um outro dia de sol, de calor e dedicamos nosso dia, a ouvir, a chuva lá fora, ou a simplesmente discansar, dormindo. Eu, particularmente, acho o máximo ver a chuva escorrendo pela janela nos fins de tarde. Ainda mais quando não se tem nada para se fazer. Prefiro do que assistir TV, ou simplesmente arranjar algum vício. Já que não vai me levar a nada mesmo, então que seja um nada mais interessante. Melhor ainda, quando você decide, em um momento de carpe diem ser feliz, com a solidão. Já reparou que quando você não tem opção, a solidão simplesmente é solidária? Ela é uma ótima companhia. Mas então, quando você está feliz, a solidão é feliz contigo. Ela não te atrapalha em nada. É bom às vezes você ter um momento sozinho, e pensar um pouco sem ajuda. É saudável um pouco de egoísmo e bom, em poucas doses, mas cuidado. É um remédio tarja preta. Se você beber em várias doses, acaba em vício e aí a coisa complica.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

É tão fascinante como às vezes a cama se torna sua melhor amiga e sua mais fiel companheira. Você chega cambalenado, capotando de uma festa. Enfia a cara na pia do banheiro, tira a maquiagem, ou simplesmente limpa a cara, tirando a fumaça, o cigarro e qualquer coisa que tenha sujado sem sua percepção. Escova os dentes e toma banho. Vai direto para o guarda roupa e põe a primeira roupa que depara. Cai na cama e sente o travesseiro macio e acolhedor. Sem contar com os ursos que deixam os pés confortáveis. Melhor ainda quando tem ursos para colocar embaixo dos joelhos. Passa o cobertor. Liga rápido o ventilador, com receio que amanheça e esquenta demais. Fecha as cortinas, ou no caso, pega o tapa-olho que as madames usam, para que a claridade do dia não incomode e não te acorde antes da hora e faça enormes olheiras surgirem abaixo dos olhos. E você dorme, 8h de sono, como se não houvesse outra coisa no mundo há fazer, porque no momento, a única coisa que você quer é descansar, renovar suas energias, para um novo dia que vai começar.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Fiz um pedido àquela estrela, que se ergue sempre na mesma direção, no céu. Ela me disse que meu pedido seria realizado, bastava eu acreditar. Não sei se sou ingênua, ou acredito em coisas irreais, mas mesmo que seja, prefiro correr o risco... sentir, buscar, tentar do que deixar passar e fingir estar em um estado que não estou. Porque quem não sonha, não vive. A vida é feita de sonhos. E quem vive, sem sonhos, é a mesma coisa que viver em estado vegetativo: não sente, não ama, não cresce, não tem capacidades, não diz, não opina, não manda, não comanda, não sabe, não refere, não faz nada. Prefiro sonhar, e ser considerada idiota, do que mesmo vivendo, ser considerada sem vida.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Minha vida é uma pilha. Mas porque é, justamente uma pilha? Porque simplesmente está envolta por um capa. Uma capa, que eu asseguro que eu tome conte inteiramente. E tem cargas positivas e negativas. E boooota cargas negativas nisso. Eu tento sempre levar ela, através de cargas positivas, mas sabe que é inevitável... Nem tudo está em nossas mãos e abaixo de nossos olhos sob nosso comando e total controle. Portanto, só falta achar a razão da minha existência. Isso só vou saber quando completar meu ciclo aqui na terra. Ou seja, só falta achar um rádio para colocar as pilhas! Porque caso o contrário, ambos não tem fundamento sem um, ao outro. Mas eu posso prometer para mim mesma, que tentarei fazer tudo que estar no meu alcance e fazer alguma diferença nesse mundo cheio de gente iguais, para que assim eu não fuja muito dos meus objetivos terrestres. E que essa conexão eu-vida seja profunda e eu consiga alcançar meus objetivos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A nossa vida não é nenhum botão que tem 'on' ou 'off' e você liga e desliga quando bem entende. Nem tem como apagar e fingir ser surto psicótico, ou alucinação, os momentos ruins. Não tem como desligar-nos durante esses momentos tensos, e muito menos, fingir que estamos bem e que nada está acontecendo. É fácil, se aprendermos a lidar com isso e não descarregarmos nas pessoas que conosco convivem. E é fácil, desde que sabemos nossos limites e a assimilar esses momentos ruins, como parte de nossa vida, como apenas um 'momento'. Devemos ver que esses momentos, logo acabarão, mas não é porque logo acabarão, que devemos ignorar o problema a nossa frente e esperar que ele suma e desapareça repentinamente. O necessário é limpar a ficha. Tentar resolver seus problemas, para que futuramente você possa se orgulhar. Precisamos recuperar a sanidade, e aprender a passar por cima das coisas, sem ter medo. Por isso, guarde tudo que é bom ou que foi bom na sua vida, e não deixe ninguém te tirar isso.