quinta-feira, 27 de maio de 2010

O que mais falo é disso, de fato se olhar minhas postagens antigas verá que tudo tem um certo rumo: este. Mas de fato, é porque sou totalmente sonhadora. Das 24h do meu dia, todas estou sonhando. Ou dormindo, ou acordada. Talvez algumas das coisas que vou desabafar (porque este blog é mais um desabafo de inúmeras situações vivenciadas por meu eu, só não falo eu lírico porque isto é pura prosa) você identifique em outros posts. Mas vamos lá: Qual um valor de um sonho? Aqueeele mesmo sonho que ambicionamos por algum tempo, tentando passá-lo de surrealidade para verídico. Mas o fator primordial, é que o sonho é o tempero da nossa vida, pois acordamos dia-a-dia, na luta, almejando que um dia este se torne realidade, ou simplesmente, tentando fazê-lo tornar-se tal. E por mais que vejamos sonhos como algo simples, não é. Em cada pessoa, há uma faísca, que a cada dia transforma-se em algo maior. Um sonho, que a cada dia é alimentado. E mais: talvez seja até algo pessoal, pois, cada um tem dentro de si um sonho. Cada um luta por seu sonho, cada um busca realizar seu sonho, cada um... sonha. Dizem que sonhos tem altura. "Você sonha alto". Contudo, é erro. Não há sonho superior a nenhum outro, pois todos fazem os olhos cintilarem e a vida parece, no entanto, ser mais bonita. As pessoas que criam os sonhos, mas os sonhos que movem as pessoas. O combustível primordial. A vida é uma só, mas em uma vida, notamos que temos tantos sonhos. Não sei se sou a pessoa mais adequada para falar de sonhos, só que pelo simples fatos de tê-los já me sinto lisonjeada, porque é a prova "viva" de que estou bem viva. E qual a chance de sairmos ilesos de um sonho? Um sonho pode machucar. E essa luta por realizá-lo pode ser fatal. Só que, creio eu, mesmo sabendo as consequências que ocasionalmente, poderá gerar, eu prefiro me arriscar. Não quero me tornar um ser humano-zumbi: viva sem sentir, ou melhor dizendo, sem me sentir viva.

domingo, 23 de maio de 2010

Sabe, ás vezes tenho que me segurar para não parecer deprimente, pois de fato, eu sou.É porque ligo muito por mínimas coisas, e essas coisas mínimas simplesmente não são de valor para outras pessoas. São banalizadas. Ás vezes você quer muito que algo siga uma trajetória, mas não depende apenas de você. Talvez nem dependa, necessariamente de você, e sim de outras pessoas, o que é pior. Então, acredito fluentemente no fato de que, quando você quer algo, e se empenha o máximo para conseguir, a chance de você conseguir varia. Porque? Porque se depender de você, previsivelmente conseguirá. Mas e se depender de você e de mais alguém? Você não pode entrar na cabeça das pessoas e mudar suas respectivas decisões, pois estes tem o livre-arbítrio, isto é, o mesmo direito que você de tomar decisões, individualmente. E se ainda, não depender de você? Ou seja, depender de outras pessoas, e consequentemente, isto interferir na sua vida? Algo mais complexo, porém existe. Dependerá totalmente da pessoa, então não abre aí espaço para você e suas decisões, apesar do resultado afetar em sua vida. Mas cabe à esta mesma pessoa escolher o melhor lado: aquele que beneficiará só ele e isto não inclue você (egoísmo e que muitas vezes esse é o mais escolhido) , aquele que beneficiará apenas você ou aquele que beneficiará ambos, mas terá que ceder em algo. Então é muito dificil quando tem-se decisões em mãos. Eu erro constantemente por ser indecisa. E mais: tomo decisões e arrependo, e nunca sei se foi a certa. Mas não adianta culpar a si mesmo ou aos outros, depois de decisões tomadas, pois por mais que o erro possa refletir no futuro, se foi escolhida, o momento fez com que você seguisse adiante com essa escolha, e esse é o âmbito, "o jogo de optar".

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Desde nosso nascimento, nossa tendência é só ganhar, apesar de isso não ser perceptível. Ao nascer, já sentimos o calor de duas mãos e dos braços maternos e teremos esse calor durante toda nossa vida. Com o tempo, reconhecemos a família que ganhamos, a visão, o olfato, o tato torna-se mais amplo. Aprendemos a engatinhar, ganhamos berços quentes e pais amorosos que com qualquer resfriado ficam loucos de preocupação. Ganhamos peso e altura. Ganhamos brinquedos e ganhamos travessura. Ganhamos crenças. Na páscoa acreditamos em Coelhos da Páscoa, no natal, Papai Noel e Renas de Natal e ganhamos presentes. Logo, ganhamos amigos e a virtude de ser um bom amigo, e com isso aprendemos tudo que se relaciona com amizade: lealdade, compreensão, companheirismo, amor. Na juventude, ganhamos a rebeldia, mas logo damos espaço ao nosso verdadeiro comportamento. Ganhamos a maturidade e o preço da mesma: o direito de escolher nossa profissão, nossos amores, nosso futuro. Ou seja, o livre-arbítrio. E de amores passamos a um compromisso mais amplo: o casamento. Ganhamos a partir disso, filhos e eles começam o novo ciclo de ganhar.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Como em um filme épico, em que as coisas acontecem surrealmente, e de acordo com os costumes e tradições... A vida é mais que algo para se preocupar. Talvez seja um pouco da cafeína, também presente no café. Ou do leite quente-achocolatado das 20:00 hrs quando o dia está frio, ou talvez não seja nada, só enrolações. Mas creio que não sou tão inútil, e nem tão útil que consiga enrolar alguém por mais de cinco minutos. Ou se consiga, acho que nunca reparei. Entretanto, tenho reparado ultimamente o tanto que é chato a vida real e a vida fictícia que se deposita nas telinhas por aí. Seja em novelas ou em filmes, mas no meu caso, filmes (interesso mais por filmes). E é claro que eu, e não só a mim, como acho que muitos se incluiram no caso, adorariam estar vivendo em filmes. Isto porque, a vida é mais fácil, apesar dos "problemas" que os personagens passam lá. Contudo, quem é que não queria passar por problemas, se soubesse que no final, iria encontrar o verdadeiro amor? (Melancólico) E tudo é tão mais fácil. Você sabe que tudo começará bem, haverá problemas, mas no final tudo estará bem novamente. De fato, sabemos. E mesmo sabendo, os filmes não perdem seu teor. É chato você ver aquela história se desenrolar, acabar e você voltar na sua vidinha, como se nada houvesse ocorrido. A vida real torna-se chata, monótona e sem sal. Fazer o quê, se a realidade é mais chata do que a ficção e isso que faz com que continuemos a gostar desse tipo de ilusão. Mas é da realidade que vivemos, apesar da ilusão ser um complemento para a vida não tornar mais tediante. Então, corrigindo: A vida é mais do que algo para se preocupar, é viver correndo riscos, e sermos unânimes e não misturar realidade com ficção, mas vivenciá-las.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Apenas o vazio. Ou o vazio que sentimos, de vez em quando, para lembrarmos o quanto somos pequenos diante do mundo, ou o vazio, por sentirmos que somos matéria, e como a matéria, um dia acaba. Não tem tempo, não tem momento. Chega e se apossa de nós, sem pedir licença, encontrando um espaço, junto aos nossos pensamentos e este cedendo. De uma escala, de um a zero, qual é a chance de sair, bem, forte, e viva dessa vida? NADA. Mas também nada que desanime. Justamente por não sair viva, aproveite enquanto esteja. Outrora, nada faz sentido. É preciso ver para crer. Do tipo: "Será que existo?" E aparece o vazio, o nada, o branco de tudo que você viveu. É preciso você olhar para si mesmo para crer em sua própria existência. Mesmo sentindo o ar saindo dos pulmões, a roupa tocando na pele, o momento é surreal, e de fato, incompreensível. Como é tão fácil esquecermos quem somos e tão dificil acharmos uma definição exata de quem sejamos. Como a mente é tão poderosa, a ponto de enganar, trapacear o próprio corpo que a leva. Apesar de dentro de nós, fluir pensamentos (e muitos!) e o organismo estar realizando todas suas funções, simultaneamente, quando este vazio chega, nos deixando melancólicos, nada disso é ponderável, pois trata-se de um sentimento, algo psicótico. Mas, afinal, a vida é isso aí. Tem seus altos e baixos. Do mesmo jeito que você tem momentos bons e justamente nesses momentos surgem sentimentos agradáveis, a vida tem momentos ruins, que servem para reflexão do nosso próprio eu, e que por acaso, precisamos lidar com esse sentimentos ruins e transformá-los em bons. Então transforme-os, e mude totalmente essa pilhagem de dias ruins. Passe do negativo para o positivo, e do vazio evoluirá gradativamente.