segunda-feira, 17 de maio de 2010

Desde nosso nascimento, nossa tendência é só ganhar, apesar de isso não ser perceptível. Ao nascer, já sentimos o calor de duas mãos e dos braços maternos e teremos esse calor durante toda nossa vida. Com o tempo, reconhecemos a família que ganhamos, a visão, o olfato, o tato torna-se mais amplo. Aprendemos a engatinhar, ganhamos berços quentes e pais amorosos que com qualquer resfriado ficam loucos de preocupação. Ganhamos peso e altura. Ganhamos brinquedos e ganhamos travessura. Ganhamos crenças. Na páscoa acreditamos em Coelhos da Páscoa, no natal, Papai Noel e Renas de Natal e ganhamos presentes. Logo, ganhamos amigos e a virtude de ser um bom amigo, e com isso aprendemos tudo que se relaciona com amizade: lealdade, compreensão, companheirismo, amor. Na juventude, ganhamos a rebeldia, mas logo damos espaço ao nosso verdadeiro comportamento. Ganhamos a maturidade e o preço da mesma: o direito de escolher nossa profissão, nossos amores, nosso futuro. Ou seja, o livre-arbítrio. E de amores passamos a um compromisso mais amplo: o casamento. Ganhamos a partir disso, filhos e eles começam o novo ciclo de ganhar.