É tão estranho pensar no cérebro humano como uma própria manipulação do homem. Isto é, não que nós tenhamos força sobre nós mesmos... muito pelo contrário. O cérebro é quem comanda.
Até quando somos nós até quando somos cérebro?
É fácil andar, identificar e eleger favoritismos. Éééé. Mas engana-se.
Não somos nós. É o cérebro. E então é quando falarão... mas o cérebro é nossa composição. Ah é? Você o controla?
?
Saiu uma reportagem... não lembro o veredito e o juiz... que falava sobre a potencialidade de cada cérebro e a capacidade de distinção de cada um.
As sensações guardadas conforme o tempo, são assimiladas, diferentemente, por cada cérebro. Às vezes a idéia de uma rosa é encantadora para mim, que me faz lembrar de um romance... para o outro é assustadora, o que faz lembrar de um funeral. São sensações experimentadas pelo cérebro que possui uma capacidade tão imensa de sentido, mas que são multilaterais conforme as experiências, os trajetos de vida, as sensações particulares.
Ou seja, estou olhando nesse exato momento para um copo. Nele, a metade está vazia. Errado. Posso dizer que a metade está cheia. Ou simplesmente falar que a totalidade está cheia, por elementos diferentes sendo um, água, dois, ar.
E é engraçado essas impressões. Porque é uma coisa particular e não tão particular assim. Nem sempre me lembro o quão particular é a coisa e quero que o outro siga a mesma linha de pensamento E SEM DESVIOS. Claro que é fácil chegar a mesma conclusão... mas os caminhos podem ser diferentes. E é onde entra a questão.
É tão notável isso no cotidiano que quando você vê um homem vendendo água no sinaleiro... sua ótica muda. Instantânea e espontâneamente você solta aquele: "Ai coitado."
Você sabe o que é ser coitado? Coitado é seu ponto de vista.
Para você, para os seus desejos, é fácil ver as intempéries causadas em um trabalho desgastante, cotidiano e debaixo do sol. Você não quer isso e acha que ninguém quer isso.
Mas não leva em conta que pode ser um caso além de necessidade. Mas óbvio que sua concepção aponta só o caso de necessidade (quem iria querer um trabalho maçante assim?) Pois bem, duvide ou não pode ser um caso de escolha. Não diretamente.
O rico só é rico se existe o pobre. É questão de reconhecimento. Se não existisse o pobre o rico nunca se consideraria rico. A escolha pode ter sido por achar mais cômodo um trabalho no trânsito do que as aprendizagens escolares. A escolha pode ter sido pela falta de opção dado ao destino de outra pessoa que não quis empregá-lo. A opção pode ter sido desde cedo, quando o berço pedia pelo sustento. Intimamente é uma opção. Pessoal ou além.
O jeito é assimilarmos toda hora a idéia de que nem tudo temos o total controle. Se não temos nem de nosso cérebro, quem dirá sobre outra pessoa. Assim, cuidado ao impôr regras e visões já consolidadas na sua vida... além de ser uma ação restrita, unilateral das coisas (sem criticismo), esta mesma ação, se sem vigia, pode recair sobre você. Ou você também acha que as pessoas não lhe manipula ou lhe impõe visões egoístas?
"Até que o passado virou um sonho (...)"
"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
domingo, 30 de setembro de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Então hoje é aquele dia em que você acorda e lembra daquela pessoa especial: dia do amigo. Seria "o dia" especial? Nãnãninanão.
Quem não quer ser lembrado por alguém? Todos querem passar despercebidos no mundo? Ser lembrado apenas por um dia?
Sinceramente esse dia é desnecessário. Em vez de um dia ser titulado "O DIA" do amigo, vejo coisas mais necessarias a ser pensadas.
Resumir "ser amigo" em um dia é a mesma coisa que resumir os 365 dias em um ano. Claro que as recordações são cortadas e ao associar-se a um determinado ano lembramos de pedaços, mas toda a longetitude de um ano se perde em uma denominação; ai que coisa estranha!
Sabe o que serve "hoje"? Para criar listinhas de amizade, esquecer o nome de amigos e claaaaaaaaaaaro, criar atritos pondo em risco uma amizade!
Porém, contudo, entretanto, descartarei todo esse moralismo e entrarei na modinha de falar de amizade - veja bem: amizade e não listas de amizade! - sem tentar resumir todos os detalhes irredutíveis ao sentimento.
São tantas coisas...
Biologicamente falando... seria como as glândulas uropigianas nas aves: servem para mantê-las flutuantes nas águas... enquanto toda uma pressão se faz sobre suas cabeças - seria compatíveis aos problemas defrontados na nossa vida.
Historicamente falando... seria como guerreiros que lutam juntos... em Atenas, em Esparta, na Grécia, no Egito... e que salvo um a vida do outro, tornam-se alicerces sem que seja possível rupturas.
Geograficamente falando... seria como territórios que são incorporados: saiba que não é simples anexação; é preciso conjuntar características em comum - unir um povo, ou no caso, dois individuos.
Matematicamente... assim como dois e dois são quatro!
Logicamente falando... todas lógicas possíveis.
E óbvio que dedico meu post ao meu namorado, que acima de tudo é meu melhor amigo. Também à minha irmã, que pude aprender a vê-la e considerá-la grande amiga. E algumas outras pessoas que acima de tudo é desnecessário citações pois bem enxergam-se aqui; sabem bem do sentimento que nutro por eles. Obrigada, não por esse dia, mas por todos.
sábado, 16 de junho de 2012
Triste essa ordem cronológica de vida.
Alguns dizem... não posso contar como testemunha, mas é aquela velha história de aprender com o ensinamento alheio.
Ahhh se eu tivesse dado ouvidos à tantas recomendações que me deram. Mas sou parcial. Acredito seriamente que às coisas mudam conforme a ação recaia às personalidades diferentes.
Entre bates e bocas, enfim, a discussão real.
Queria ter toda a pacificidade dos idosos; entretanto, apenas não me consola. Queria ter a seriedade adulta, porém é preciso de mais; Sou exigente: queria ter a instabilidade juventil como também o brilho infantil.
Mas é preciso tempo. Um tempo cronologicamente marcado. As fases de vida.
Ao almejar uma etapa sequencialmente à outra, é necessário desfazer-se das características anteriores. Preciso de seriedade? Como então ser infantil...
É triste porque fazemos a regra do "oito e oitenta"
Não conservamos alguns aspectos... Somos monofásicos. Por que não aderir a um sistema bifásico?
E é arrasador e consolador.
Arrasador porque supostamente chegamos ao fim achando que nada valeu a pena; não lembramos do "melhor do momento". O insistente "fazer" e "desfazer" dá espaço a essa vaguidão;
Consolador, porque com todos, isso é, todos, senão, todos... acontecem isso. O fato é reprogramar-se para dar certo, e não a espera de que algo dê certo, casualmente.
Se mudou, não faça isso mecanicamente... como qualquer boneco de corda. Faça isso conscientemente. Pense nos prós e contras.
Ou mude ou seja velho, adulto, jovem e criança ao mesmo tempo. Que mal há nisso?
Tenha a experiência de um idoso, o cálculo de um adulto, a incerteza de um jovem e a necessidade de proteção de uma criança.
Mas trilhe seu caminho como se não houvesse nada de melhor a ser feito. Voltar os passos não é desfalecer a situações, é preparar-se mais para seguir adiante... É de pequenas folhas que formigas sobrevivem.
Alguns dizem... não posso contar como testemunha, mas é aquela velha história de aprender com o ensinamento alheio.
Ahhh se eu tivesse dado ouvidos à tantas recomendações que me deram. Mas sou parcial. Acredito seriamente que às coisas mudam conforme a ação recaia às personalidades diferentes.
Entre bates e bocas, enfim, a discussão real.
Queria ter toda a pacificidade dos idosos; entretanto, apenas não me consola. Queria ter a seriedade adulta, porém é preciso de mais; Sou exigente: queria ter a instabilidade juventil como também o brilho infantil.
Mas é preciso tempo. Um tempo cronologicamente marcado. As fases de vida.
Ao almejar uma etapa sequencialmente à outra, é necessário desfazer-se das características anteriores. Preciso de seriedade? Como então ser infantil...
É triste porque fazemos a regra do "oito e oitenta"
Não conservamos alguns aspectos... Somos monofásicos. Por que não aderir a um sistema bifásico?
E é arrasador e consolador.
Arrasador porque supostamente chegamos ao fim achando que nada valeu a pena; não lembramos do "melhor do momento". O insistente "fazer" e "desfazer" dá espaço a essa vaguidão;
Consolador, porque com todos, isso é, todos, senão, todos... acontecem isso. O fato é reprogramar-se para dar certo, e não a espera de que algo dê certo, casualmente.
Se mudou, não faça isso mecanicamente... como qualquer boneco de corda. Faça isso conscientemente. Pense nos prós e contras.
Ou mude ou seja velho, adulto, jovem e criança ao mesmo tempo. Que mal há nisso?
Tenha a experiência de um idoso, o cálculo de um adulto, a incerteza de um jovem e a necessidade de proteção de uma criança.
Mas trilhe seu caminho como se não houvesse nada de melhor a ser feito. Voltar os passos não é desfalecer a situações, é preparar-se mais para seguir adiante... É de pequenas folhas que formigas sobrevivem.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
- E mudou?
Claro que mudou. Só o fato de trocar purê de batatas por batatas fritas isso já é uma mudança. Mas não que essa mudança necessariamente se trate, no meu ponto de vista, de uma mudança pessoal. Não é o fato de que receita eu devo seguir que isso troque minha carapaça. Um dia posso optar por um caminho, no outro posso muito bem seguir outro. Depende mais do meu humor.
- Como assim?
Sou tão volátil quanto qualquer mudança de opinião, porque sou, de fato, tudo isso em conjunto. Ás vezes opto por seguir padrões, que eu mesma me imponho. São tantos enigmas que devem ser decifrados... Talvez, uma vida inteira não seja suficientemente para que os decifre.
- Então, quais são os planos?
O plano é não seguir plano nenhum. Mas isso já é um plano. Você tem que chorar os romances. Sorrir as alegrias. Brindar as vitórias. Passar por cima das derrotas. Não mais: Viver o que tem que vir. Perdoar. Abrir mão. Soltar o verbo. Disputar em gritos. E tentar não duvidar de si mesmo. Somos tantas coisas(...) Os momentos nos moldam. Podemos ser frágeis em horas incertas, bem como irredutíveis como Hércules ou Xena. Por repetidas vezes, você pode perdoar um erro, assim como recriminar esse mesmo erro. Depende do espaço cabível entre essa variação.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Mas eu queria sim.
Queria você aqui na minha porta discutindo a Roma Antiga, ou o funcionamento do gerador e palavras cruzadas; Daquele jeito que só você sabe: todo o pouco sobre tudo.
Queria você sentado no meio fio, fingindo ser qualquer coisa adulta;
Queria você aqui, brincando com os meus dedos e apertando-os como se nunca os soltassem;
Queria você com cara de sono, bocejando e lutando contra o subconsciente só para desfrutarmos de alguns momentos privilegiosos.
Queria você para sorrirmos sobre todas as coisas tolas e ao mesmo tempo a sérias da vida.
Queria você e suas músicas, que dizem o muito pouco sobre você, mas que me faz surpresa por tê-las.
Queria você para apoiar minhas pernas nas suas e soprar ar quando estivermos beijando.
Queria você para mordiscar, inesperadamente, sua orelha e cochichar, rápido, que te amo.
Só queria um pouco de você. Agora. Nesse instante.
A palavra se abrevia: I miss you, here, now.
"Quando os paramédicos chegassem
E os bombeiros retirassem nossos corpos do Leblom
Agente ia para o Necrotério
Ficar brincando de sério
Deitadinhos no bem-bom
Cada um feito um picolé
Com a mesma etiqueta no pé
Na autópsia daria pra ver
Como eu só morri por você."
Queria você aqui na minha porta discutindo a Roma Antiga, ou o funcionamento do gerador e palavras cruzadas; Daquele jeito que só você sabe: todo o pouco sobre tudo.
Queria você sentado no meio fio, fingindo ser qualquer coisa adulta;
Queria você aqui, brincando com os meus dedos e apertando-os como se nunca os soltassem;
Queria você com cara de sono, bocejando e lutando contra o subconsciente só para desfrutarmos de alguns momentos privilegiosos.
Queria você para sorrirmos sobre todas as coisas tolas e ao mesmo tempo a sérias da vida.
Queria você e suas músicas, que dizem o muito pouco sobre você, mas que me faz surpresa por tê-las.
Queria você para apoiar minhas pernas nas suas e soprar ar quando estivermos beijando.
Queria você para mordiscar, inesperadamente, sua orelha e cochichar, rápido, que te amo.
Só queria um pouco de você. Agora. Nesse instante.
A palavra se abrevia: I miss you, here, now.
"Quando os paramédicos chegassem
E os bombeiros retirassem nossos corpos do Leblom
Agente ia para o Necrotério
Ficar brincando de sério
Deitadinhos no bem-bom
Cada um feito um picolé
Com a mesma etiqueta no pé
Na autópsia daria pra ver
Como eu só morri por você."
Não admiti, mas quando você cantou, já me tinha e me ganhou pela segunda vez! ;)
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