sábado, 16 de junho de 2012

Triste essa ordem cronológica de vida.
Alguns dizem... não posso contar como testemunha, mas é aquela velha história de aprender com o ensinamento alheio.
Ahhh se eu tivesse dado ouvidos à tantas recomendações que me deram. Mas sou parcial. Acredito seriamente que às coisas mudam conforme a ação recaia às personalidades diferentes.
Entre bates e bocas, enfim, a discussão real.
Queria ter toda a pacificidade dos idosos; entretanto, apenas não me consola. Queria ter a seriedade adulta, porém é preciso de mais; Sou exigente: queria ter a instabilidade juventil como também o brilho infantil.
Mas é preciso tempo. Um tempo cronologicamente marcado. As fases de vida. 
Ao almejar uma etapa sequencialmente à outra, é necessário desfazer-se das características anteriores. Preciso de seriedade? Como então ser infantil...
É triste porque fazemos a regra do "oito e oitenta"
Não conservamos alguns aspectos... Somos monofásicos. Por que não aderir a um sistema bifásico?
E é arrasador e consolador.
Arrasador porque supostamente chegamos ao fim achando que nada valeu a pena; não lembramos do "melhor do momento". O insistente "fazer" e "desfazer" dá espaço a essa vaguidão; 
Consolador, porque com todos, isso é, todos, senão, todos... acontecem isso. O fato é reprogramar-se para dar certo, e não a espera de que algo dê certo, casualmente.
Se mudou, não faça isso mecanicamente... como qualquer boneco de corda. Faça isso conscientemente. Pense nos prós e contras.
Ou mude ou seja velho, adulto, jovem e criança ao mesmo tempo. Que mal há nisso?
Tenha a experiência de um idoso, o cálculo de um adulto, a incerteza de um jovem e a necessidade de proteção de uma criança.


Mas trilhe seu caminho como se não houvesse nada de melhor a ser feito. Voltar os passos não é desfalecer a situações, é preparar-se mais para seguir adiante... É de pequenas folhas que formigas sobrevivem.