terça-feira, 30 de março de 2010

Impossível ao viajarmos não abrirmos a janela e deixarmos o cabelo voar em sintonia com o vento. Não apenas, ainda mais. Todo o ar é jogado em nossos rostos, o que é uma sensação indescrítivel. E não é meia felicidade que sentimos. É uma felicidade que parece completa. Todos nossos sentidos ficam dispersos. Tato. Tato de sentir todo o oxigênio brigando para entrar em nossos pulmões. Tato de sentir o ar passando pelos rostos, cabelos, corpos. Visão. Apesar do ar ser incolor, estamos muito alienados ao que ocorre à nossa volta. O borrões verdes das árvores se misturam com os borrões azuis do céu da passagem, ou até mesmo o cinza do asfalto e o amarelo do sol. Melhor ainda quando deparamos com o céu, na aurora ou no crepúsculo. Olfato. Depende. Tem pessoas que possuem a respiração acelerada, outras dão espaço à mais lenta. Mas o que importa é a sensação que sentimos. O frio na barriga e o contato com a natureza. Audição. Simultaneamente: a carreta que ultrapassará, o pássaro que procura pelos semelhantes, o crepitar das árvores, e até mesmo o vento. Paladar. O mesmo gosto de sempre, mas ás vezes, nem reparamos nos mecanismos, nas saliências, nos estímulos. E claro, que todos os sentidos funcionam, ao mesmo tempo, sem que você perceba. Ou talvez perceba, mas nunca tenha parado para pensar, coisa que eu, sinto direito de falar: atoa do jeito que sou, pensei. Mas como dizia John Sack: "A vida não passa de um poema épico sem fim." Curta essas sensações, usufrua desses momentos e não esqueça que em simples gestos, simples momentos, é que extraimos as melhores recordações da vida.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Talvez precise de um copo de leite quente, ou um travesseiro de plumas ou uma música melódica para chorar. E eu quero escutar, quando tudo o que tenho é o silêncio. Enfim, ambos entendemos que o mundo está cheio, e mesmo em lugares cheios, há um vazio na multidão. Há um lugar esperando para ser ocupado. É o seu lugar. Mas o que fazer se estivermos em um lugar, tentando envolver nossos pensamentos com típicas coisas atoas, para que eles não sigam sempre o mesmo destino: vá ao seu encontro. Talvez seja algo inesperado, ou inédito, mas há uma ordem que controla tudo. A natureza e tudo ao redor. E inclusive essa ordem está conseguindo controlar, pois tudo soa triste, quando você não está junto comigo. A inversão quando digo ao contrário. Sem mais açúcar.

sábado, 20 de março de 2010

Eu queria mudar esse quebra-cabeça, mas como se as peças só me levam a um lugar? Eu quero essa pessoa de volta. Mas só ela pode decidir se a volta a fará melhor. Não a volta de morrer, não a volta da distância, ou quilometragem, mas a volta no seu sentido figurado. "Porque tem mudado?" Pergunto cada vez que a decepção vem. E ela vem. A decepção nesse caso é três vezes maior. Será que realmente mudou ou sempre foi assim? E porque sempre perdôo? Tola por amar? Ou burra por perdoar? Porque em certar provações da vida, sou forte e resisto e nessa, me sinto uma mosca próxima a sapos. Ágeis sapos. Lenta mosca. O amor me fez esse ser humano frágil, que me sinto idiota. Perdôo quantas vezes for, porque sei que é mais fácil esquecer essas decepções do que tirar essa pessoa da minha vida. Mas o ruim, é a persistência que os seres humanos tem em errar e não aprender, assim sendo, cometem os mesmos erros várias vezes. Não aprendem a lição, mesmo que saibam de cor e saltiado. ...e isso me faz mal; porque não sei até onde vai minha cota de perdões.

sexta-feira, 12 de março de 2010

É estranho como julgamos as pessoas, precipitadamente, sem estarmos dentro da situação delas. Assim como uma criança faz neologismos, um ladrão rouba pessoas inocentes, um traidor engana... nós tomamos a liberdade de julgar alguém, sem no entanto passar pelas mesmas situações. Somos donos da verdade? Muitas vezes não. Não sabemos a verdade nua e crua, e a situação que o outro está passando. Então não podemos julgar. Se você julga, será julgado. Sem contar que você tem que pensar: "E se fosse comigo?" E se fosse com você? Você gostaria de ser julgado? Ou gostaria de ter a oportunidade de errar e acertar, ou de simplesmente tentar do jeito que você acha certo? Ninguém é dono da verdade. Não o bastante para interferir nas decisões das outras pessoas, nem o bastante para ser juiz e julgar todo mundo. Sem contar que só seria juiz, quem fizesse tudo absolutamente correto, e a julgar pelo mundo, estamos aqui para errar e consequentemente aprender, sendo assim, ninguém é perfeito. Como julgar pessoas que se assemelha a você? É vendar os olhos para os seus defeitos e olhar apenas dos outros. Sem um juiz, não há julgamento. Um pouco de sensatez: oportunidade para cada um de errar, acertar e fazer o que quiser, até onde nossos direitos vão e até onde os direitos dos outros começam. A vida, todos tem o prazer de vivenciá-la, portanto, cada um se adequada à ela do jeito que melhor lhe convém. Faça críticas construtivas, mas com resoluções e não julgue se não quer ser julgado. Porque é com erros que se sobressairá a verdadeira sabedoria.

terça-feira, 9 de março de 2010

Simples fato que: 365 dias do ano eu me preocupo. Vivo no meu mundo impregnado de preocupações. E os três dias, três dias desse 365 dias, me fez esquecer essas preocupações, e viver um novo mundo. Dois foi um número mágico. O céu, com o azul vivo, e verão quente e a tarde escaldante. Apesar do calor por causa do aquecimento global, o céu fica mais bonito quando o sol está por perto, á mil. E a frase típica: "Vamos morrer queimados." Mas chega o fim de tarde. Foram dois pôres-do-sol. Dificil falar qual mais bonito. Por isso dois foi um número mágico. Um foi na porteira, algo surreal. O céu já estava escuro. Bem escuro, álias. O outro foi na volta para Alto Araguaia - MT. Estava estudando e sempre preocupada. Larguei os livros para vislumbrar o céu tingindo de lilás e cor-fogo. Estávamos passando em uma cidade, o que me fez lembrar de um livro que eu li: "A cidade do sol". Realmente aquela era a cidade não do sol, mas do pôr-do-sol mais bonito que já vi até hoje. Talvez um dia eu veja outros melhores, já que meu tempo terrestre ainda é insignificante. Vá lá saber. Sem querer filosofar, mas é tão enigmático como as coisas se completam, como as coisas são tão perfeitas nesse mundo. Há mínimos detalhes, que se formos observar tudo aos mínimos detalhes, não conseguiriamos identificar nada, já que são inúmeras coisas. Mas é interessante perceber que as mínimas coisas, são as que mais nos satisfazem e nos alegram. E a menina da cidade, ficou totalmente, completamente e indescritivelmente, apaixonada pelo campo.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Primeira coisa a declarar nesse blog, depois de fazer quinze anos: Sobrevivi ao inferno astral. E mais: Depois foi tudo muito bom. Breves relatos. Primeiro que, achei que ninguém lembraria do meu aniversário. De fato isso ocorreu por parte da minha irmã e do meu pai. Não os culpo. Eu sou uma eterna esquecida, não é fato. É realidade. Mas ao chegar na aula, recebi abraços calorosos de amigas, porém não sabia que o pior seria na hora do recreio. Bendita hora do recreio minha ex professora mas sempre amiga, cantou parabéns para mim em frente a escola toda (isso é dificil :$ me lembre de acrescentar na minha lista de experiências embarasosas) Cheguei em casa, no maior calor do meio dia. Vários presentes, mas claro, o maior presente do meu lado: família. Fomos para Rondonópolis - MT, em um sitio, comemorar meu aniversário e do meu padrinho. Cheguei lá, maaais presentes, e família toda reunida e meu namorado foi me ver. Indo para lá, minha amiga Viviane me ligou. Está em outra cidade, longe daqui, e mesmo assim, apesar dos impecílios ela lembrou do meu aniversário. Agradeço também pelos recados de amigos no orkut, msn e tudo mais. Mas me senti mais lisonjeada com os amigos habituais, sinto em informar. Não sei se é porque é mais verdadeiro, ou se é questão de afinidade, mas há pessoas que conseguem cativar as pessoas, nem que seja com uma palavra. Nada de diferente dos quinze anos. Talvez eu seja pouco-sentimental ou não sei o quê se define. Mas me deparei com uma pergunta que eu já tinha resposta e eu já vinha tentando pô-la em prática, então, nada de novidade: "O que você vai fazer da sua vida, a partir de agora?" E é agora que coinciliei meus sonhos e metas. Mas a resposta já tinha. Talvez os quinze anos seja a passagem mesmo, de menina-mulher, como diz meu amigo Pedro Henrique. Mas se for, ou não, agora, mais do que nunca, tenho consciência do que quero para minha vida. E pode acreditar que tudo que eu quero, está nela. /Depois descrevo o resto da viagem, porque se não o post fica grande demais, e post grande = cansativo = chato e eu não gosto. haha

sexta-feira, 5 de março de 2010

terça-feira, 2 de março de 2010

E eu tenho vontade de gritar. Deve ser consequência do Inferno Astral. Se eu pudesse reunir todos palavrões em uma só palavra, eu reuniria, mas não bastaria, porque eu não me sentiria satisfeita. NADA, mas quando digo NADA, está dando certo hoje para mim, não tenha dúvida. Se eu tento pintar a unha, de lei: vermelho, o esmalte cai na minha roupa. Se eu tento fazer o TC de física, não consigo chegar a nenhuma resposta concreta. Se eu vou para algum lugar, começa a chover antes que eu vá. Minha garganta dói. Logo, minha cabeça também vai estar doendo, de tanto revisar os exercícios de física. E isso porque ontem tava dando tudo certo. Como em uma única noite, em um único deitar e dormir, em uma única passagem lua-sol tudo pode mudar de um instante para outro? Então, não me baseio em outra resposta se não Inferno Astral, e creio que dessa vez não esteja errada como em física. Ah droga da física que sempre compreendi, sempre consegui, hoje me dá nos nervos e joguei até a apostila na parede. Muito notável nosso amor. Aquelas contas, simplesmente estão flutuando na minha cabeça. De matemática, estou indo super bem. Química, história, inglês, português nem se fala. Mas a física, que há alguns dias também estava envolvida nas matérias "estou indo super bem" está me dando prejuízos. Stress do dedão do pé, até a ponta do cabelo. Só espero que esse Inferno Astral acabe logo, e não seja igual nas lendas, porque se for, ainda aturarei por três dias até soprar a velhilha. Ou seja se não acabar logo, mais três dias de extrema azaração - o inicio de tudo isso.