"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
sexta-feira, 12 de março de 2010
É estranho como julgamos as pessoas, precipitadamente, sem estarmos dentro da situação delas.
Assim como uma criança faz neologismos, um ladrão rouba pessoas inocentes, um traidor engana... nós tomamos a liberdade de julgar alguém, sem no entanto passar pelas mesmas situações.
Somos donos da verdade? Muitas vezes não. Não sabemos a verdade nua e crua, e a situação que o outro está passando. Então não podemos julgar.
Se você julga, será julgado. Sem contar que você tem que pensar: "E se fosse comigo?"
E se fosse com você? Você gostaria de ser julgado? Ou gostaria de ter a oportunidade de errar e acertar, ou de simplesmente tentar do jeito que você acha certo?
Ninguém é dono da verdade. Não o bastante para interferir nas decisões das outras pessoas, nem o bastante para ser juiz e julgar todo mundo. Sem contar que só seria juiz, quem fizesse tudo absolutamente correto, e a julgar pelo mundo, estamos aqui para errar e consequentemente aprender, sendo assim, ninguém é perfeito. Como julgar pessoas que se assemelha a você? É vendar os olhos para os seus defeitos e olhar apenas dos outros.
Sem um juiz, não há julgamento. Um pouco de sensatez: oportunidade para cada um de errar, acertar e fazer o que quiser, até onde nossos direitos vão e até onde os direitos dos outros começam. A vida, todos tem o prazer de vivenciá-la, portanto, cada um se adequada à ela do jeito que melhor lhe convém. Faça críticas construtivas, mas com resoluções e não julgue se não quer ser julgado. Porque é com erros que se sobressairá a verdadeira sabedoria.