segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Eu não sou uma adolescente normal, tenho dito. Tenho algumas coisas que considero incomuns, mas que talvez seja comuns à algumas pessoas. Eu não vivi aquela adolescencia cheia de espinhas, e com vontade de atacar quem é que fosse, se bem que às vezes eu explodo e choro. Mas eu não vivi aquela rebeldia, e que tudo para você é "Não, não está bom, não gosto, não quero, não faço" e advérbios negativos seguidamente por advérbios negativos, e às vezes até inevitavelmente surge em uma só frase: "Não vou não" (como pode gostar de usar tanto um não?) Mas eu sou totalmente estranha. Se já fui rebelde, foi uma rebeldia precoce. Sabe daquelas meninas que tem irmãs mais velhas, e em vez de viver tudo em seu tempo, vive o tempo da sua irmã? Ponha o meu nome em um desses exemplos que me enquadro perfeitamente. Por isso não tive muito dessas rebeldias, claro, durante a adolescencia. Mas tenho alguns surtos muito doidos. Surtos de limpeza, de estudar (preciso estudar, tenho duas provas amanhã e só enrolo!) e eu gosto de estudar (isso é normal?) afinal, prefiro estudar à assistir as babaquices da TV (exceto Viver a vida, cada caso, uma exceção). Tenho surtos de danças. Depois que aprendi a dançar macarena não paro mais. (Ana Maria e Luane que digam), mas são surtos que não fazem mal a ninguém. Há aqueles surtos de atrasos, que quase não tenho, porque calculo meu tempo certo (quanto a isso, sou até organizada!) Há surtos de pesquisas. Sabe aquela palavra que incomoda e fica na mente latejando? Pois é. E ainda tem surtos de curiosidade (...) mas isso é o normal das pessoas. Porém, uma das coisas que sou complexada, totalmente agarrada, é minha paixão por água fria. Está aquele frio de colocar os cabelos em pé, de tremer o queixo, de ouvir os estalos da espinha, mas eu gosto é de tomar banho na água fria. Sem contar que todo mundo me chama de anormal por não gostar de lanche. Sim, não suporto e se for comer um lanche, só como o pão, o ovo e deixo o ketchup. X-tudo, X-salada e Xis xis xis xis xis. De XIS só gosto em FOTOS! E olha que totalmente apaixonada em todos (mania!) E eu costumo falar quando durmo. Pelo menos costumava. Minha irmã reclamava tanto. Mas eu falava de trás para frente, ou uma língua alienígena ainda não decifrada, mas eu não falo coisa com coisa. Sem contar que tem horas que eu durmo no meu quarto e paro no quarto da minha mãe, então creio que sou sonâmbula. E coisas típicas, que qualquer um pode fazer: escovar dentes andando pela casa, sempre que tenho que correr tenho dor de viado (o viado me persegue). Cada um tem um surtinho de vez em quando. Tudo bem que talvez o meu ultrapasse barreiras ou nem chegue perto disso, mas o bom é isso, ter surtos e manias. Eu perfeitamente entendo disso, e vou continuar adquirindo surtos e manias. E sabe que eu não estou nem ligando? A vida é passageira, e talvez como a vida, talvez um dia passe tudo isso, então aproveito enquanto posso. Você pode até viver bem ao lado dos surtos. Os assassinos vivem falando que matou uma pessoa porque teve um surto psicológico ou coisa do tipo, e tem pessoas que tem surto de beijar e saem beijando em uma festa inteira. Ou se você for um caminho-alcoolatra, taí um argumento para a mãe não te deixar te castigo na próxima festa: "Só bebi, porque tive um surto." E não é que o surto ajuda mesmo? Desfrute dos surtos. ;)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

24/11 Acho que nenhuma palavra se iguala ao significado mãe, e nem chega perto do que mãe passa por seus filhos, suas filhas, porque mãe é mãe, apesar de tudo. Mesmo que tenha o pai, o chefe da família, a mãe é a que está ali, organizando tudo, cuidando da família, preocupada com o bem-estar dos filhos, preocupada se os filhos fizeram xixi nas fraudas ou se eles estão com fome. Quando estão no trabalho, metade de seu tempo pensa nos filhos, e no que eles estão fazendo naquele exato momento, e quando eles estão passando mal, e elas tem que ir para o trabalho, é de partir o coração. Ficam estéricas, nervosas e pensativas. Se sentem culpadas e com medo do destino do filho; pois mesmo uma dorzinha leve, uma gripe passageira, ou tosses são capazes de deixar mães sem dormir durante dias, por preocupação. Sem contar que são sete meses e quando não são nove, que a mãe tem que suportar-nos para na adolêscencia ouvir: "Eu não queria ter nascido (palavrões, ou em desenhos: @#$%@#)" (e quem nunca disse isso, considere santo) Também tem que aguentar nós, na adolescencia, na rebeldia, ouvindo música alta do Linkin Park, tendo surtos e ataques de sustos quando ligamos o som no último volume com aqueeeeeeela música que a alma sai até do corpo! Pois é... quanta coisa. Sem contar que são 345 dias do ano, que as mães cozinham, limpam casa, arrumam. E as que não fazem isso, trabalham. E tem aquelas que fazem as duas coisas ao mesmo tempo! Mãe é tudo. Quem te acolhe quando você está com aquela deprê? Quem deixa aquele espaço reservado para você na cama, depois que seu pai apaga? Quem fica estérica quando viaja, do tipo, "Você vai fazer tudo direitinho? Tem a janta? O que vai almoçar?" E quem é que vai servir de despertador para você? "Hora do remédio!" "Já para a cama, amanhã tem aula!" "Acooooorda, tem aula!" Pois é, apesar dos pesares, mãe é única. E também tem aquela questão: "Mããããe, eu fiquei com fulaaano, tô apaixonada!" e vai lá ela, consolar a filha apaixonada. Agora me fala, quem vai ficar ouvindo alguém falar mais de 10 minutos em uma pessoa? Só sua mãe. Apesar das brigas, você em um instante esquece e volta a conversar com ela, sem lembrar do ocorrido, mas porque? Porque você ama e perdoa. Você não consegue ficar mais de um mês sem conversar com sua mãe, aposto. Eu vejo por mim, eu não conseguiria. Então, quero dedicar, esse post a mãe mais coruja do mundo (antes de ter conhecido meu namorado, porque agora ela me troca por ele, vagabundo! Está rompendo laços maternais e filiais, tá lendo, seu chato?) E apesar de eu ser uma carente constante e quase nunca minha mãe conseguir suprir essas carências filiais, tudo bem, eu me agarro em um travesseiro e me viro ok? E não deu para postar no dia vinte e quatro (dia cheio, dedicado à mamis!) mas vai hj! Que você consiga todos seus ideais, felicidade, realizações, idealizações, paz, amor (muito amor meu, que você já tem. ui), saúde e fé, que são as bases de todas as outras coisas. Mãe é mais do que uma pessoa ao seu lado te orientando e guiando. Mães são bases de um relacionamento para a vida toda, que ninguém pode tirar, se não Deus. Aproveito enquanto tenho a minha e quem não aproveita e tem oportunidade, comece já. *-*

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Luta homérica. Sofrendo calado... Igual em Odisséia, quando Antínoo atira uma cadeira em Odisseu, mas este tem que ficar quieto pois está disfarçado e não pode levantar suspeitas e é assim: sofre calado. Respeitado por essa virtude. Será que todos temos essa virtude? De engolir sapos e ficar calados? Às vezes nem é apenas um sapo, é um átras do outro, mas nossa reação tem que ser essa? Ficar calado ou reagir? Eu sou péssima para esse assunto. Não sou um modelo e guia a quem deve ser seguido, não sou um exemplo e nem chego ao menos perto. Sou estourada, inconstante e perco a paciência fácil, fácil. Com uma indireta você já me tem enraivecida e soltando palavrões estúpidos e grotescos (ao menos em pensamento!) e eu sempre fui alvo de indiretas, e sempre indiretas, porque diretas que é bom ninguém fala para mim! (eles conhecem o meu gênio ruim e a força dos meus murros!) Mas é uma coisa que eu sinto em falta, comigo mesma. Uma virtude que eu gostaria de ter adquirido quando eu tinha nascido, mas um dia eu preencho essa falta. Eu queria essa luta homérica! Eu queria simplesmente ouvir e deixar o vento apagar tudo, ou simplesmente ter uma parte do cérebro apenas para "LIXO" e deixar essa parte escurecida, intocável, impensável. Queria saber lidar com esses desafios, essas indiretas, essas respostas medíocres, e levar isso, sem atingir meu íntimo, mas a realidade é que normalmente fico relembrando coisas que eu queria esquecer. E que fácil seria se tivesse um botão "delete" e eu apagasse essas ofensas e esses ressentimentos que nada me faz bem, mas eu sou fraca. Odisseu, mea receita?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Tem momentos que você espera por tanto tempo, que você chega a sonhar. Mas esses momentos sonhados, quando ocorrem, nunca são como você havia previsto. Ou excede suas expectativas ou fracassam. Bom é quando excede. Temos também, que estar prontos para nossas expectativas fracassadas, porque nem tudo é como queremos e nem sempre conseguimos fazer as coisas de acordo com as nossas metas, pois sempre haverá uma diferença, porque não depende somente de nós para que tudo siga conforme o planejado. Mas o bom é sonhar com esses momentos, mesmo sabendo que há possibilidade dele não ser como o esperado. O bom é dar asas a imaginação e entrar no mundo que você faz e ninguém mais pode interferir, apenas você. Talvez os momentos não sejam como o esperado, porque seu estado de ânimo esteja diferente, as circunstâncias sejam diferentes ou porque você imagina as pessoas tomando certas atitudes, agindo de certa forma, e já na realidade, essas mesmas pessoas agem de uma forma total e completamente diferente. Mas se o bom é sonhar(...)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Já me falaram: Não toque numa ferida se não tem a intenção de curá-la, mas eu de nada me importei, e deixei ficar nisso. Mas todas as lições que não aprendemos e é de total importância para o êxito em nosso futuro, voltam, por meio de desafios, seja lá no dia-a-dia, em um problema mal-resolvido, e se você adia esse ensinamento, e não aprende, ele retorna, até você aprender. A vida te ensina, do modo mais cruel. Há a escala de 0 a 10, você escolhe a dificuldade. Se você deixar passar esses aprendizados que são de real importância em nossas vidas, acaba escolhendo o grau de dificuldade mais dificil, e isso depende do quanto você vai adiando. E foi isso. Deixei passar, escolhi o grau de dificuldade um pouco mais elevado, e tive, que por fim, aprender, querendo ou não, com a vida. E para quem não tenha entendido...O que seria: Não toque numa ferida se não tem a intenção de curá-la? No pé da letra, simples e rápido. Como você vai curar uma ferida, um machucado, se não tem os medicamentos e procedimentos corretos? Agora pelo outro lado, coloca feridas no contexto de sentimentos que sempre deixam marcas profundas nas nossas almas. Aquela raiva antiga, aquele amor perdido, aquela frustação passada ou algo que tenha ocorrido no passado e que tenha deixado uma tatuagem na sua alma. Sempre temos aquela bagagem de antes que precisa ser eliminada, de tempos em tempos, que se não, prejudica nosso próprio ser e quanto aos outros, em nada afeta quando comparado o tanto que afetará nossas vidas. E para que, remoer, essas lembranças, esses sentimentos, essa "bagagem" dentro de si, se você não conseguiu superar ela, passar por cima dela? Isso só a afetará mais, causando mais dor, fazendo com que ela cresça ainda mais. Então, desde que você supere esses sentimentos, tudo bem uma certa recordação do que conseguiu superar, mas caso contrário, é melhor não tocar em nada do passado, e sim seguir em frente, sem levar as dores antigas para o presente.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Colorindo minha vida. Ou ao menos tentando, que é o que geralmente fazemos. Mas é muito complicado. Você ao mesmo tempo que está bem, vem aquela dúvida se tudo que você quer vai dar certo. Será que nossos propósitos são fortes o bastantes para passar por tudo? Álias, quanto à minha capacidade de continuidade acho que estou confiante, mas tenho medo de fracassar e falhar. Ou do destino estiver contra. Mas meus motivos, e meus propósitos (metas!) são fortes. Acho que se fosse depender disso, não precisava ter nem a metade da preocupação que às vezes tenho. Penso às vezes que é bobagem, preocupar antecipadamente, mas às vezes me sinto em falha comigo mesma por não me preocupar e vem uma culpa que fica atormentando, lá no fundo. É confuso. Algumas pessoas já me chamaram de "estérica" mas AH! é muito mal se sentir assim, porque é confuso. Preferiria me sentir com medo e sonsa simultaneamente, ou chapada e idiota do que esse sentimento X sem nome específico. Um dia passa, como tudo passa... (cruzo os dedos até ficar roxo) Mas vou conseguir colorir minha vida, com momentos especiais e com pessoas essenciais e sem esse sentimento decadente!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

E eu suporto milhares de coisas, porque levo em consideração o respeito pelos outros, mas acho que já engoli sapos demais e um dia a gente estoura e fala tudo que passa na cabeça. Simplesmente tem gente que não se contenta com nada, e pior: Põe defeito em tudo. De ínicio achava que simplesmente o problema era comigo. Tentava ver, o que eu fazia de errado, mas sempre, tudo era pouco, tudo era nada, ou o pouco para não ser suficiente. E engolindo, ficando calada, relevando, aturando, aguentando, um dia a explosão chega. Acho que todo mundo deveria pensar "Quem fala o que quer, ouve o que não quer." Por isso falo o suficiente e aguento coisas, mas quando estouro, saiam de perto. Tudo bem, respira e conte: 1,2,3,4,5. Mas do jeito que tava, eu tinha que contar até 20! A paciência tava esgotada e o limite estourado. Porque reclama de tudo, que eu e todo mundo faz? E nem ao menos se dedica a fazer coisa melhor. E o pior, reclama pelas costas? Sinceramente, minha cabeça já pesou procurando respostas, soluções, mas acho que para coisas supérfluas e pessoas supérfluas, precisamos tomarmos medidas urgentes: Ignorar os atos dessas pessoas e passar adiante. Faça isso. Abandone tudo que lhe causa danos, ignorando-os, agindo com indiferença.

domingo, 1 de novembro de 2009

A primeira regra é: Você não se conhece por completo. Isto é fato. Não há ninguém no mundo que se conheça desde as unhas dos pés até as pontas dos cabelos. Há uma incógnita dentro de nós. Sobre o que faríamos, o que sentimos, o que conhecemos, o que achamos, o que seríamos (...) tudo que esteja ligado conosco e com fatores que pertecem à nossa vida. Então, se você não compreende a primeira regra, mal entenderá a segunda regra. A segunda regra é que se não nos conhecemos por completo, as regras para definição estão fora do nosso alcance. E baseia-se em uma pergunta: Como você explica algo que não entende? Calma, não acha que estou aqui para revirar seu mundo, só para te fazer pensar em coisas que talvez tenha (ou coisas que talvez nunca) passado pela sua cabeça. Então o que é, na verdade tudo isso? Tudo e seu oposto, nada. Você não se conhece por completo, mas tem uma base. Sabe as suas limitações, embora muitas vezes erra, por ter excesso ou falta. Sabe as coisas que deve fazer e as coisas que não deve. Sabe muito bem distinguir o que te fará bem, e o que te fará, futuramente mal. E é disso que a gente vive, de poucos: de base. Explica algo que não entende? É muito tentador, tanto é que muitos tentam, mas os efeitos são plausíveis. Nada acontece. Tudo está envolto por mistérios que não se sabe a hora, o momento, que será decifrado. (Quem derá se soubéssemos!) Mas de toda forma, é possível explicar algo que não se entende, com desempenho e com estudo. A escolaridade é assim. Não nascemos sabendo Matemática, História, Física, Química, Biologia e assim tais matérias. Horas quebrando a cabeça e tentando, mas o esforço vale a pena. É, talvez seria mais fácil, se nascêssemos sabendo de tudo e sem errar. Mas será que teria graça?