segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Luta homérica. Sofrendo calado... Igual em Odisséia, quando Antínoo atira uma cadeira em Odisseu, mas este tem que ficar quieto pois está disfarçado e não pode levantar suspeitas e é assim: sofre calado. Respeitado por essa virtude. Será que todos temos essa virtude? De engolir sapos e ficar calados? Às vezes nem é apenas um sapo, é um átras do outro, mas nossa reação tem que ser essa? Ficar calado ou reagir? Eu sou péssima para esse assunto. Não sou um modelo e guia a quem deve ser seguido, não sou um exemplo e nem chego ao menos perto. Sou estourada, inconstante e perco a paciência fácil, fácil. Com uma indireta você já me tem enraivecida e soltando palavrões estúpidos e grotescos (ao menos em pensamento!) e eu sempre fui alvo de indiretas, e sempre indiretas, porque diretas que é bom ninguém fala para mim! (eles conhecem o meu gênio ruim e a força dos meus murros!) Mas é uma coisa que eu sinto em falta, comigo mesma. Uma virtude que eu gostaria de ter adquirido quando eu tinha nascido, mas um dia eu preencho essa falta. Eu queria essa luta homérica! Eu queria simplesmente ouvir e deixar o vento apagar tudo, ou simplesmente ter uma parte do cérebro apenas para "LIXO" e deixar essa parte escurecida, intocável, impensável. Queria saber lidar com esses desafios, essas indiretas, essas respostas medíocres, e levar isso, sem atingir meu íntimo, mas a realidade é que normalmente fico relembrando coisas que eu queria esquecer. E que fácil seria se tivesse um botão "delete" e eu apagasse essas ofensas e esses ressentimentos que nada me faz bem, mas eu sou fraca. Odisseu, mea receita?