"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Primeiro que, sempre que ouvimos falar em algo, associamos, automaticamente à alguma imagem. Como falei antes, automaticamente, sendo inevitável.
Achava, há alguns anos átras que, avós eram quem contavam contos, fábulas, isto é, histórias para seus netos, tinham cabelos grisalhos e eram como fadas: bondosas, sorridentes e amáveis. Creio que de todos, o último aspecto foi o único que permaneceu intacto até hoje, com o meu 6,666 tempo de experiência, isto é, se eu viver até os cem.
Contudo, o tempo nos faz vermos a verdade nua e crua, e com isso, esvai nossas ilusões e breves conclusões. E não foi diferente comigo.
Avós não precisam ter cabelos brancos, embora muitas o tenham e a minha própria possui fios prateados, quase invísiveis devido a tintura. (avó do séc. XXI). Avós não precisam contar fábulas e histórias para seus netos, para se tornarem fadas (bondosas, protetoras, carinhosas...). Elas já se tornam fadas pelo simples efeito da mágica: o amor que é passado de geração e conserva permanente. E como dizem, avós é a segunda mãe. Isso de fato a ciência comprova, pois se não fosse as avós, não teriam existido seus pais ou mães, e você, nem em pensamento, teria surgido.
De fato, as avós devem ter um carinho preferencial, ainda mais devido estarem numa fase frágil que precisa de cuidado. Lembre-se que a partir do momento que ela depositou o carinho dela em sua mãe, e esta repassou a você, você tem obrigações tanto a sua mãe, quanto às suas avós. É o sangue correndo nas veias e os laços familiares pendentes.
Agradeço por mais um ano de vida, 26/04/2010.
Fazendo por você, o que não tive tempo de fazer pelo meu avô. ♥
sexta-feira, 23 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
Sempre estive pensando sobre esse fato, e não é de hoje que procuro palavras e tento reorganizar o pensamento na cabeça.
Mas, como sempre fui muito apegada às pessoas que estão a minha volta, digo, não àquelas comumente cotidianas, mas não deixo de citar, que algumas cotidianas, pelo fato de estar dia-a-dia perto de mim, no convívio, ajudando na resolução dos meus problemas, dando o ombro amigo, e me apoiando ou simplesmente falando certas verdades em que meu ego me leva a cegueira, isso já faz com que haja companheirismo, paciência, amor, ou seja, um laço de afetividade. Mas não é sempre que me apego às pessoas. Há certas pessoas que deixam uma falha, uma distância e isso atrapalha a situação.
Mas sei, que lembrarei daqui há dez anos, desta mesma pessoa que deixou essa falha e que por isso impediu uma amizade maior, e mais: Lembrarei com uma súbita saudade, e talvez até sentirei um pensamento surgir, de repente: "Poderia ter sido diferente." Claro que poderia.
Contudo a verdade é essa. Há pessoas que conseguem tocar o intocável do seu coração, e depois de anos, mexer no imexível da sua memória. (Lá vai neologismos!)
E ainda, há pessoas que você jura amor eterno, e portanto, jurar apenas não basta. A eternidade é uma falha, que nós humanos, erramos gradativamente. Porque? Sabemos que a eternidade não existe, e apesar disso, sempre tocamos em seu nome.
Isso é a vida que nos faz exergar. Talvez porque queremos que dure para sempre, mas querer não é poder. Existem pessoas no meu passado, que hoje, apesar de estar nas minhas lembranças, estão longe do meu alcance, e até mesmo nem se quer troco palavras. Existem até mesmo pessoas que falou sobre a eternidade, e eu acreditei, mas hoje vejo que a eternidade daquela época, não condiz com essa época. Talvez a palavra sempre e eternidade sejam ambiguas, ou seja, as pessoas tentam dizer outras coisas, e eu sempre entendo no sentido denotativo.
Já vi casos de pessoas que dizem "Eu te amo para sempre" para o namorado(a), e passa dois meses, tudo acaba, e não apenas. Com o começo de um novo namoro, ainda insiste em errar. "Eu te amo para sempre". Aprendiz. Só viver para aprender.
Talvez alguém tenha uma idéia contrária, mas acredito que não. Porque se eternidade existisse, a pedra filosofal já teria sido descoberta e tudo seria mais fácil se fosse eterno.
sábado, 3 de abril de 2010
Páscoa.
Chocolates ou Cristo?
Qual dos Cês são mais adequados, digo, hoje em dia?
O marketing, as pessoas, a propaganda, a televisão, escondeu o Cristo, o salvador, para colocar os chocolates a frente da Páscoa.
Tudo bem, um presentinho vai bem, para demonstrar o amor, a afetividade, enfim, é isso que Cristo pregava, o amar aos outros como a ti mesmo.
Porém, o que é mais falado? Cristo ou em coelhos de Páscoa, ou o próprio ovo da Páscoa?
Quem já perguntou para alguém se já fez orações no nascimento e na crucificação de Cristo? Nobody.
Mas agora pergunte quem já perguntou para alguém se já ganhou ovos de páscoa?
Essa é a sutil diferença.
E quanto aos jejuns, não condeno quem os faça, mas não condeno quem não os faça.
Uma notável observação, e trecho que sempre levei em consideração, desde os meus doze anos, foi a incansável frase da minha mãe:
"O que faz mal, não é o que entra, mas o que saí."
De fato é a verdade. Muitos estão por aí, jejuando e simultaneamente chingando por fazer o mesmo. Ou até mesmo jejuando e chingando os outros pelas atitudes e condenando. O que vale, limpar-se por dentro, se por fora, abusa das palavras e usa as mesmas para ferir?
A conclusão que chego da Páscoa:
É como no Natal: Um período que estamos próximos a Deus, portanto temos que ter o dobro de compreensão, tolerância, paciência com o próximo. Temos que tentar sermos mais caridosos e chegar pelo menos, um pouco, perto do modelo que tivemos, no caso, Jesus.
De nada vai adiantar jejuns, marketing e presentear o próximo se não estivermos fazendo com sentimento e com Jesus dentro de nós, pois ele sempre está e você quem tem que achá-lo.
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