sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A questão não está em como as pessoas agem...
Ralei muito a cara no asfalto. Fiz das pernas, o coração. Suspirei muitas vezes seguidas e reprimi muito choro. Abafei os casos. Menti as verdades. Me iludi... por proteção.
E é isso.
Não podemos nos prender nas ações do “recíproco”.
As pessoas podem fingir a qualquer momento... se lembre disso.
Por determinadas vezes e infelizmente por um longo prazo de tempo.
Podem tentar incumbir uma falsa idéia (projeção ilusionária) de que são, de que podem, de que fazem.
A pura preocupação de tentar compreender as ações humanas nos levam a...
Nada.
A justificativa de que entender o próximo para entender a si mesmo nunca me convenceu. Sinto muito.
Há ações realizadas por almas conjuntas que não cabe no meu caráter agi-las sob meus ideais. Chocam-se.
Como posso descobrir-me baseado no entendimento pelo próximo se as ações não são as mesmas. Divergentes entre si?
Eu faria uma superficial análise do comportamento humano a partir de um inútil pressuposto.
Muito menos não sairia do lugar quando aplicasse isso a mim.
As ações são diferentes. As ideologias são pessoais. Não combinam. Não há sincronia. As sanções são as mesmas, mas a aplicação delas dependem de inúmeros cofatores.
Agora,  ponto final.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Ele tinha os olhos fixos, imóveis em mim.
Eu sentia. Sentia o calor nas minhas bochechas.
Mas era resistente. Fingia ver o quadro acima do ombro dele. O teto acima de sua cabeça. Os moldes das mesas e cadeiras em que ele estava sentado. Fingia apenas. Via, entretanto, o corpo que existia entre esses breves espaços.
E ri. Ri por dentro. Se expandiu. Ri por fora. Abaixei momentaneamente a cabeça. Ninguém podia saber o motivo do meu riso.
Não queria perder o momento.
Fui firme, fui forte. Olhei diretamente.

Olhava para mim.
Não mais desviei o olhar. Prossegui. Sem sorrir. Sem abalar. Olhei e fingi surpresa. Mantive. Sustentei o olhar.
Pensei momentaneamente. Ele poderia fazer-me rir. Ele poderia concretizar meus planos de sábado. Ele poderia passar a mão pelos meus cabelos e me afagar. Eu poderia conquistá-lo, se ele quisesse.

Levantou. Veio conversar.
Ria comigo. Sorria a qualquer coisa que eu falava. Pediu que se sentasse ao meu lado. Sentou. Mais meias palavras.
Ele poderia ser parte do meu futuro.
Tive que ir embora, entretanto.
Meu futuro ficara para trás. Sabe o que é isso?