domingo, 30 de setembro de 2012

É tão estranho pensar no cérebro humano como uma própria manipulação do homem. Isto é, não que nós tenhamos força sobre nós mesmos... muito pelo contrário. O cérebro é quem comanda.
Até quando somos nós até quando somos cérebro?
É fácil andar, identificar e eleger favoritismos. Éééé. Mas engana-se.
Não somos nós. É o cérebro. E então é quando falarão... mas o cérebro é nossa composição. Ah é? Você o controla?

?
 
Saiu uma reportagem... não lembro o veredito e o juiz... que falava sobre a potencialidade de cada cérebro e a capacidade de distinção de cada um.
As sensações guardadas conforme o tempo, são assimiladas, diferentemente, por cada cérebro. Às vezes a idéia de uma rosa é encantadora para mim, que me faz lembrar de um romance... para o outro é assustadora, o que faz lembrar de um funeral. São sensações experimentadas pelo cérebro que possui uma capacidade tão imensa de sentido, mas que são multilaterais conforme as experiências, os trajetos de vida, as sensações particulares.
Ou seja, estou olhando nesse exato momento para um copo. Nele, a metade está vazia. Errado. Posso dizer que a metade está cheia. Ou simplesmente falar que a totalidade está cheia, por elementos diferentes sendo um, água, dois, ar.

E é engraçado essas impressões. Porque é uma coisa particular e não tão particular assim. Nem sempre me lembro o quão particular é a coisa e quero que o outro siga a mesma linha de pensamento E SEM DESVIOS. Claro que é fácil chegar a mesma conclusão... mas os caminhos podem ser diferentes. E é onde entra a questão.
É tão notável isso no cotidiano que quando você vê um homem vendendo água no sinaleiro... sua ótica muda. Instantânea e espontâneamente você solta aquele: "Ai coitado."
Você sabe o que é ser coitado? Coitado é seu ponto de vista.
Para você, para os seus desejos, é fácil ver as intempéries causadas em um  trabalho desgastante, cotidiano e debaixo do sol. Você não quer isso e acha que ninguém quer isso.
Mas não leva em conta que pode ser um caso além de necessidade. Mas óbvio que sua concepção aponta só o caso de necessidade (quem iria querer um trabalho maçante assim?) Pois bem, duvide ou não pode ser um caso de escolha. Não diretamente.
O rico só é rico se existe o pobre. É questão de reconhecimento. Se não existisse o pobre o rico nunca se consideraria rico. A escolha pode ter sido por achar mais cômodo um trabalho no trânsito do que as aprendizagens escolares. A escolha pode ter sido pela falta de opção dado ao destino de outra pessoa que não quis empregá-lo. A opção pode ter sido desde cedo, quando o berço pedia pelo sustento. Intimamente é uma opção. Pessoal ou além.

O jeito é assimilarmos toda hora a idéia de que nem tudo temos o total controle. Se não temos nem de nosso cérebro, quem dirá sobre outra pessoa. Assim, cuidado ao impôr regras e visões já consolidadas na sua vida... além de ser uma ação restrita, unilateral das coisas (sem criticismo), esta mesma ação, se sem vigia, pode recair sobre você. Ou você também acha que as pessoas não lhe manipula ou lhe impõe visões egoístas?