Há coisas na vida que você não pode mudar, nem com 25% de mimo, nem com um cartão de crédito, nem ganhando às custas do contrabando da maconha, nem sendo o presidente dos EUA, ou nem mesmo se você quiser.
Tentar é, ao mesmo tempo, burrice quando a causa está perdida e inteligente quando a proporção de ganhar beneficia você.
Mas depende. Tentantivas em vãs nem sempre pedem resultados sadios.
Suas forças, muitas vezes se esgotam, claro, ninguém é de ferro e algo de extremo valor pode ser tirado de você, pois nada é absoluto e totalmente seu. Suas reservas de mitocôndrias são gastas, rápido, rápido.
Eu não vou me arriscar, na tentativa tola de nadar, se não consigo, apenas para impressionar o loiro da natação. Sinto muito, pode ficar com as bóias, loiro.
Mas dependendo do ânimo, se for um ânimo maior como: "Não vou ser feliz 'se' não nadar", o ângulo muda. Muda tudo, afinal. Porque temos que ver, nossas vontades maiores, ou melhor dizendo, nossas prioridades.
Ok, tudo bem. Tentar, ás vezes, pois se não tentarmos, não saberemos o quão é bom as coisas, as sensações de tê-las. Não seremos vitoriosos, nem perdedores, sempre o meio termo. Sempre o nublado, o morno, o tanto faz e isso é tedioso. Sempre na escala zero.
Há o lado bom e ruim. Não só nisso, quanto em todas as coisas das nossas vidas. Sempre há.
Contudo, lembrando o que Shakespeare disse: "Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de errar".
A carapuça serviu e serve até hoje, já que as verdades ditas nunca são apagadas. Desde que sejam verdades.