terça-feira, 30 de março de 2010

Impossível ao viajarmos não abrirmos a janela e deixarmos o cabelo voar em sintonia com o vento. Não apenas, ainda mais. Todo o ar é jogado em nossos rostos, o que é uma sensação indescrítivel. E não é meia felicidade que sentimos. É uma felicidade que parece completa. Todos nossos sentidos ficam dispersos. Tato. Tato de sentir todo o oxigênio brigando para entrar em nossos pulmões. Tato de sentir o ar passando pelos rostos, cabelos, corpos. Visão. Apesar do ar ser incolor, estamos muito alienados ao que ocorre à nossa volta. O borrões verdes das árvores se misturam com os borrões azuis do céu da passagem, ou até mesmo o cinza do asfalto e o amarelo do sol. Melhor ainda quando deparamos com o céu, na aurora ou no crepúsculo. Olfato. Depende. Tem pessoas que possuem a respiração acelerada, outras dão espaço à mais lenta. Mas o que importa é a sensação que sentimos. O frio na barriga e o contato com a natureza. Audição. Simultaneamente: a carreta que ultrapassará, o pássaro que procura pelos semelhantes, o crepitar das árvores, e até mesmo o vento. Paladar. O mesmo gosto de sempre, mas ás vezes, nem reparamos nos mecanismos, nas saliências, nos estímulos. E claro, que todos os sentidos funcionam, ao mesmo tempo, sem que você perceba. Ou talvez perceba, mas nunca tenha parado para pensar, coisa que eu, sinto direito de falar: atoa do jeito que sou, pensei. Mas como dizia John Sack: "A vida não passa de um poema épico sem fim." Curta essas sensações, usufrua desses momentos e não esqueça que em simples gestos, simples momentos, é que extraimos as melhores recordações da vida.