Apenas o vazio.
Ou o vazio que sentimos, de vez em quando, para lembrarmos o quanto somos pequenos diante do mundo, ou o vazio, por sentirmos que somos matéria, e como a matéria, um dia acaba.
Não tem tempo, não tem momento. Chega e se apossa de nós, sem pedir licença, encontrando um espaço, junto aos nossos pensamentos e este cedendo.
De uma escala, de um a zero, qual é a chance de sair, bem, forte, e viva dessa vida? NADA.
Mas também nada que desanime.
Justamente por não sair viva, aproveite enquanto esteja.
Outrora, nada faz sentido. É preciso ver para crer. Do tipo: "Será que existo?" E aparece o vazio, o nada, o branco de tudo que você viveu.
É preciso você olhar para si mesmo para crer em sua própria existência. Mesmo sentindo o ar saindo dos pulmões, a roupa tocando na pele, o momento é surreal, e de fato, incompreensível. Como é tão fácil esquecermos quem somos e tão dificil acharmos uma definição exata de quem sejamos. Como a mente é tão poderosa, a ponto de enganar, trapacear o próprio corpo que a leva.
Apesar de dentro de nós, fluir pensamentos (e muitos!) e o organismo estar realizando todas suas funções, simultaneamente, quando este vazio chega, nos deixando melancólicos, nada disso é ponderável, pois trata-se de um sentimento, algo psicótico.
Mas, afinal, a vida é isso aí. Tem seus altos e baixos. Do mesmo jeito que você tem momentos bons e justamente nesses momentos surgem sentimentos agradáveis, a vida tem momentos ruins, que servem para reflexão do nosso próprio eu, e que por acaso, precisamos lidar com esse sentimentos ruins e transformá-los em bons.
Então transforme-os, e mude totalmente essa pilhagem de dias ruins. Passe do negativo para o positivo, e do vazio evoluirá gradativamente.