quarta-feira, 23 de junho de 2010

Tinha tudo para ser um dia perfeito, mas como o próprio verbo soa, não consegui alcançar essa perfeição e claro que com o auxílio de alguns fatores. Diminutos fatores que na hora de serem somados, se juntam e se formam um batalhão, um batalhão contra minha boa sorte. E nessas horas, a única coisa que eu queria era enclausurar no meu quarto e chorar até que as paredes não conseguissem suportar eu e minhas lágrimas angustiadas. Também me contentaria se eu virasse oxigênio, de uma hora para outra, e encher o pulmão de algum individuo feliz. Mas não tenho tanta sorte, e nem se quer uma parcela de sorte. Quem dera tivesse, eu também me contentaria. A única coisa que posso ver, é um dia perdido, que tinha tudo para ter sido diferente. Desde o momento em que amanhã não tem aula, até o momento que é a véspera do grande dia: meu presente de aniversário retrasado do meu pai. O que era uma véspera contente, de filmes, sorrisos e sem espaço para qualquer chororô, apenas tornou-se uma noite sombria, deixando meu pesamento de noite feliz entrar em atrito e voltar-se a realidade, que de fato é menos agradável. E lá se vai, um minuto para a Terra terminar seu movimento, e resta-me apenas esperar, sentada na cama, essa angústia dissolver e se tornar mágoa, e em outro dia em que eu estar menos fragilizada, superar ou guardar para o dia que poderia ter sido um dos melhores, mas foi só um transe ilusitório.