Cada qual, um mais longo que o outro. Arranquei dois suspiros. Inverte a sequência.
Prometeria... ter um ano melhorzinho, tentando amenizar esses defeitos estridentes, passaria uma borracha nos meus erros convincentes, e me conformaria mais.
Conformar vai ser um grande passo, adimito.
Eu tenho que me conformar com as minhas perdas, com os meus defeitos, com os defeitos dos outros e parar de pôr culpa onde não há possibilidade de suposições. Tentaria ser mais eu, mesmo que haja mudanças no meu gênero. Esperaria mais de mim, botaria mais expectativas no que faço e claro, acho que avançaria mais, desde então, com o surgimento desses novos ofícios para uma melhora mais intelectual. Evitaria ataques psíquicos e mais: prometeria não quebrar todos os meus juramentos de ano velho. No entanto, acho que seria mais fácil o contrário. Estou com muitas reflexões na cabeça "nessinstante", então creio que isso seja um tópico a discutir mais tarde.
Esses suspirinhos, nada mais são do que conversões de alguns sentimentos temporários, só para constar.
E dois longos suspiros, fazem a máxima diferença em mim. Eu me sinto uma aluna de ioga e um pré-requisito para o relaxamento corporal e mental. Traz tranquilidade. Julgo isso pelo fato do ar entrar nos pulmões, demorar dois segundos e enfim, no ápice, ser despejado por um rumo qualquer. A alternativa para meu pulmão enferrujado, pois assumo, vermelha de vergonha, que às vezes até esqueço que estou respirando. Pondo-me em acusação, me sinto a reencarnação da sedentarização.
Prometeria... também... amar mais do que amo, sentir raiva menos do que sinto, e ser forte o bastante para esquecer as mágoas, ou ignorá-las.
Prometeria... constantemente, me pôr no lugar das pessoas e cumprir meus "7 mandamentos pessoais". Evitar os sete pecados capitais, ainda mais os que mais abuso: vaidade e gula. (esquecer que se evitar gula, emagreço!) Sentiria mais emoções. Não pouparia esforços. Tentaria. Erraria mas persistiria em tudo até o fim. Perderia, mas evitaria andar cabisbaixa. Me desafiaria. Dia-a-dia. As vinte e quatro horas, os trinta dias, todas estações. Todos aspectos.
Prometeria... se não me conhecesse ou se, no entanto, não fosse sincera comigo mesma. Eu sei que eu sou uma péssima prometedora promissora. Ainda mais quando se trata de promessas que travo comigo mesma. Sou infratora dos meus próprios códigos, das minhas próprias leis.
Maldito horário para promessas: a madrugada é o pior período para iniciar promessas porque eu sei que agora é hoje, e nem dá para começar as promessas amanhã, porque eu ainda não estou tão conformada que o ontem passou, então como que vou prometer para agir amanhã, se estou na dúvida se amanhã é agora, ou daqui mais vinte e quatro horas? Não sei nem se quer se essa é uma suposta promessa de ano novo ou velho. Velho porque foi feita agora, e o ano já se foi, quase em sua totalidade. E novo porque, é típico as pessoas fazerem promessas inexoráveis em um momento de transe ilusitório. Eu me sinto ridícula por causa que estou perdida nos meus próprios pensamentos. Ou seja, substituindo por outras palavras da minha particular enciclopédia: sou um fracasso. Se resume:
Efeito:Promessas
Causa: Sono.
