"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Primeiro o motivo, um motivo que logo se confunde com a causa.
O longo espaço que será percorrido entre os olhos até o chão.
Motivos que muitas vezes, nos levam a impusionar algo de dentro, para fora.
E você, apesar de querer reprimir, quer aliviar.
Uma lágrima, uma bola de cristal cintilante.
Você chora, muitas vezes de raiva, e não quer olhares de piedade e de dó.
Por isso muitas dessas vezes, reprime, até achar um local afastado, e soltar. Ao soltar, chora e tira todo o desabafo de dentro de si.
Não há nada de mais de eliminar essas frustrações.
E depois, você precisa de alguém, nem que seja apenas uma pessoa, para te ouvir.
Quando não há, a falta é grande e a solidão total.
Não é feio dizer que todo mundo, inclusive eu, você, temos momentos de fraqueza, e precisamos de um ombro amigo para chorar.
Todo mundo chora em certa ocasião, ainda mais com a perda de algo valioso.
Ou seja, corrigindo: primeiro o motivo, um motivo que logo se confunde com a causa e depois vem a consequência: o choro.
Sem contar que entramos no mundo chorando, e deixamos o mundo, fazendo as pessoas chorarem. O choro é algo inevitável: as pupilas dilatam e o fênomeno vem, sem pedir licença.