quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Essa semana foi o terror!
Sabe quando as crises existenciais, saídas do fundo do ármario, chega chegando e se apossam de nós, sem repulsão, expulsão, fazendo-nos obrigatoriamente a aceitá-la e ficar com aquele peso, sem que saibamos onde e como tirá-lo.
Ocasionalmente vem. E parece que estou tão longe de tudo, que nenhuma linha imaginária é perto o bastante para ser alcançada, e a força me falha para alcançá-la.
E é tão simples confiar e ter fé. Mas as vezes parece ser tão escassa, que me culpo, me mordo por dentro, vira ferida e só depois de muito lamentar, cicatriza.
Parece que tudo está tão dificil de alcançar. Meus sonhos, minhas idéias, o que futuramente quero conquistar, e acredite, esforço muito por isso. Mas tudo, vão pelo ralo.
E eu me pergunto se sou realmente digna dos meus sonhos, se realmente é o melhor caminho, se é realmente o que quero para mim, ou se eu faço o bastante para tentar realizá-los.
Eu não sei. Essas respostas são tão confusas. Não sei se sigo a linha de pensamnto em que devo relaxar e esperar, ou se estou perdendo tempo e tenho que me esforçar mais ainda. E esses dois pensamentos, ambos antagônicos me martirizam, e creia bem: é pior do que angústia, é pior do que agonia. É uma incerteza que várias vezes bate na porta, e aumenta mais ainda minha indecisão.
Creio que sou normalmente indecisa, e quando isto se trata do meu futuro, isto duplica, e então, não queira nem ver. Desastre total.
O fato é que eu tenho muito receio das dificuldades que eu ainda possa enfrentar para realizar todos meus sonhos. Sempre fui daquelas que sofrem antecipadamente, e odeio essa característica, julgo como defeito e um dos piores, se não o pior. 
Porém, me vejo futuramente, do jeito que quero, com todos meus sonhos satisfeitos e com mais ânsia por sonhos, e esses medos automaticamente somem, e mais esperança acumula em mim.

Agora percebi:
Eu acredito em mim.
E acho que isto é um bom começo.