terça-feira, 10 de agosto de 2010

P.S: Mil desculpas por postar tão atrasado para os Dias dos Pais, é que eu não tinha uma idéia elaborada sobre o quê escrever com a imensidão do título e as ramificações que torna tri-complicado! Então, na mais simples tentativa(...)

Sinto muito em dizer, mas meu pai é o melhor do mundo.
Sei também que cada um acha que o próprio pai, supera os outros pais, mas ok, aham, tudo bem. Normalíssimo. Não é de se esperar outra coisa.
É porque apesar da convivência, não ter dó, nem tampouco piedade, e mostrar todos os defeitos das pessoas em quatro paredes, que convivem diariamente, mensalmente, anualmente, ela também faz com que passemos a admirar as virtudes e respeitar os defeitos de cada um.
E é fato proeminente detalhístico, que a cada favorzinho, a cada elogio, ou ensinamento, é um ponto a mais para nossos pais. E é uma condição diária que esse amor cresce, desde o momento em que somos uma idéia fantasiosa na cabeça de nossa mãe, até o atual momento.
E agora uma confissão: é óbvio que eu acreditei que meu pai era um super-herói, o todo-poderoso e o melhor. Quem não?
Mas isto é um pouco lunático, lusitório. porque apesar de todas as causas invisíveis, de todas as evidências transparentes, ele é um humano como qualquer um, que erra, que perde, que tem que aceitar as condições que a vida lhe propõe, que tem que superar problemas, que tem expectativas frustradas, ou simplesmente expectativas de algo futuro, que tem que arcar com as consequências de uma decisão mal-pensada, que tem, enfim, o papel de fazer, assumir, aceitar e arcar com todas as consequências possíveis de seus atos, sacudir a poeira, levantar a cabeça e seguir em frente no caminho curvo da vida.

Entretanto, eu sei, sinceramente que ele não é o super-herói que eu tanto estimava, e nem se quer pode segurar as rédeas do mundo, e o peso que esse tem nas costas, mas sei que o amo, indefinidamente, e é esse amor que o faz ser o melhor homem do mundo, na minha mais sincera opinião.