domingo, 23 de outubro de 2011

Era trezentos olhos. Só um bastava.

Não sei. É lúdico. Esperava mais.
O momento da chegada coincidiu com o momento da partida.
Eu vi aqueles olhos atentos. Esperava que fossem.
Inevitavelmente, um suspiro abafado. Daqueles que se dão quando pede por uma migalha que se chama amor.
Mas o cristal quebrou. G a m e o v e r.
A estrada fala alto. Eu a escuto.
Nada mais tinha ali que alcançasse meus olhos, novamente.
Era uma tríade de satisfação que fora por esgoto abaixo.
Não havia mais nada... não sobrara mais nada. Nem restos... nem restos?
Então...
O dia clareou. A lua se fez sol. Me vesti de flores. O espelho voltou a refletir. Havia um mundo em minha volta. Criara-se a partir dali ou já existira? Como eu não pudera ver?
Como... como. Eu sei a resposta.
E guardei-a nas mais profundas dores.
Sou uma folha em renovação.




Ela esperava o mundo, mas ele voou para longe de seu alcance...