domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sinto-me, simultaneamente, degradê e monocromática.
Fá-lo-ei entender-me.
I Artigo: Eu sinto necessidade de carne. Antes de pensar em qualquer coisa, apenas saiba que eu adoro a reciprocidade das pessoas, adoro sentir-me adorada. Eu preciso de certos abraços, e ao mesmo tempo de certas broncas. Apesar da "antagonidade", ambos faz sentir-me que meus atos são, inevitavelmente, importantes: que, se eu fazer qualquer coisa, atingirá o próximo,  atingindo o próximo, atingirá mais alguém e assim uma sequência de ações e reações - reação em cadeia. Na verdade, o fim disso tudo, e a única conclusão é que eu gosto do calor das pessoas. Mesmo que, alguns fatos, alguns defeitos sejam relevantes a ponto de atingir-me, eu só sei viver em "colônia". Se não fosse possível, conversaria com pedras. Não deixaria de relacionar-me. Minha regra.
II Artigo: A falta sempre me deixou mais madura. Sei que é uma dor, que arde sem se ver. Só que sei também que ao tentar acostumar-se e aceitar as circuntâncias, nós paramos de viver naquele "mundinho particular" e passamos a ver o mundo como ele é. Não como o reflexo da nossa imaginação. Alguns sofrimentos são essenciais para nosso crescimento. Também para a relização de nossos sonhos. E como dói.
III Artigo: Sempre pensei que eu fosse pouco o bastante para todo mundo. Nunca pude e soube notar a diferença que fazia na vida de algumas pessoas. A distância me ajudou, desde então, a ver com outros olhos, a sentir com outros tatos, a aprender a conhecer mais as pessoas e aprender a valorizá-las mais do que o devido valor que eu, outrora, julgava importante. Passei a ver, que a vida não é só eu. Mas o ciclo eu-você.
Aprendi que a diferença se faz, se nota, e se constrói quando passamos a ser inteiramente nós mesmos. A saudade que sinto - minha mãe sente à mesma quantidade e proporção que eu. Reconheci, quem eu tenho que manter as relações e estou bem ciente o porque: essa relação faz com que sintamos importantes e que façamos alguém de importante. 
IV Artigo: Não tenho que me importar, definitivamente com quem não faz nem cosquinha na minha vida. Tenho que me importar com coisas reais, metas, objetivos e certas pessoas. No caso, pessoas certas.
Perda de tempo não é nada na juventude. Só que ao englobar uma vida toda, trancafiada em perdas e mais perdas de tempo, isso sim: é uma trágica e cruel história.
V Artigo: Agora o real sentido, que por tantos artigos enrolei e insisti em assumir minha posição. Sinto-me degradê, ao relembrar das juras de saudade, ao lembrar da importância das pessoas e descobrir a minha importância. Uma primavera pintada à todas as cores. Sou feliz e faço felicidade. Esta é uma frase que descobri, nos livros empoeirados guardados à sete chaves em uma despensa isolada.
E portanto monocromática...

Ninguém tem nem a tão absoluta ou relativa idéia do quanto me faz falta as pessoas das quais me importo.
Os sonhos tem preços. Estou pagando caro. Só que essa dívida é precisa.