Já é a 169ª postagem.
Deixei para fazer essa postagem, em necessidade, mas pensei mais sobre o assunto e vi que as pessoas adiam tudo para seu próprio lazer.
Comecei com esse blog, e nem tinha rumo a tomar com isso. Um passatempo para quem precisa fixar as idéias, aprimorá-las. Ao contrário da precisão. E vejo, o quanto modifiquei, e o quanto eu permaneço imutável, desde posts anteriores, com pensamentos ainda fixos.
É como em diários, fazemos uma narração longa do dia-a-dia, e no final do ano ao reler os longos capítulos de vida, nossa vontade é carimbar todas as páginas escrevendo "Eu já passei por isso", com a dura reflexão de quanta coisa você vivencia, acha no momento o pior desafio do mundo, e logo, após resolvido, ri da banalidade da coisa!
Me inscrevi na dura batalha de falar o que tudo isso é para mim. Não me importa como soa para quem quer que seja. O que importa é que siga a função daqui: escrever por um súbito desabafo.
Perguntaram o que faço para tirar inspiração em cada postagem que escrevo. Creio que seja a coisa mais fácil do mundo. Ao menos é, para mim.
Tudo que eu escrevo aqui, sou fiel aos meus sentimentos, aos acontecimentos que ocorrem comigo e principalmente minhas opiniões a respeito de tudo.
E acho que qualquer um pode fazer isso. Não acredito que seja um dom. Acredito que se pararmos de camuflar o que somos por dentro, mostrar nossos sentimentos, nossas reações, nossas opiniões, não estaremos em débito conosco mesmo.
Pode ser talvez, porque eu necessito de comunicação. Eu necessito de ser tagarela e falar dos prós e contras, e enfim, me pôr em análise constantemente. Eu preciso me descobrir, redescobrir, me inventar, reinventar. Mesmo assim, nunca descubro a última peça do quebra cabeça. Nunca chego a resposta concreta dessa dificil pergunta. A verdade é que, não sei se chegarei... Estou próxima, mas não ao alcance.
Outra coisa: não estou habituada à cópias. Tento ser unânime em meus textos, e se vejo que, mesmo sem querer, aderi algo em meus textos que parecem de outras pessoas, tento outra trajetória. Já vi cópias bem elaboradas, pessoas que iam umas-com-as-outras, mas não é isso que eu quero para mim. Eu quero desafiar-me, e não seguir modelos prontos. Nem ao menos quero que concordem comigo em tudo. Como disse, isso aqui é um desabafo e não uma imposição de regras, leis, ou seja lá o que for. Gosto acima de tudo, de pessoas originais, que tentam, e por tentar usando as armas que tem, tornam-se originalíssimas.
Não sei se consigo fazer textos convincentes, nem se sigo exatamente leis gramaticais. Adimito que nem reviso meus textos. Um dos meus erros. Porém, estou convicta, de que o que faço é por sentimento. Essa é a resposta.