sexta-feira, 29 de outubro de 2010

É pior que cafeína, álcool, um pote de sorvete, mas os efeitos são os mesmos.
Droga de efeito!
Fico no espelho, tentando desenhar o meu rosto de antes, e imaginar o porquê do aparecimento das rugas nas testas.
Espantada comigo mesmo. Isso sim é uma droga!
As mensagens só vão acumulando no celular, até que me canso, faço beiçinho, choro um pouco, acho feio meu choro, alivio e resolvo, bruscamente desligar o celular. Depois de desligado, volto átras, quase ligando-o de novo para ver se há alguma mensagem ou ligação nova. Crio uma desculpa, alegando que o celular não funciona, que o tempo não é o adequado, e tento achar mais desculpas convincentes e aceitar o fato de não receber uma mensagem de volta. Mal amada?
Me culpo, o culpo, me sinto insegura, torno-me amarga, volto a ser dócil e choro mais um bocado de vez. A cena se repete.
A calma já cedeu ao nervosismo, há muito tempo.
Crio expectativas. Fácil! É o que mais me move.
Olho no relógio. Mais dez minutos. Mais cinco, mais seis. Contagem regressiva. Falha.
Eu nunca achei que sentir-me-ia assim. Eu sou segura. Mas confesso: odeio quando as coisas depende de outras pessoas. Odeio mais ainda o fato de não ter o poder sob minhas mãos. Odeio quando as coisas estão fora do lugar. Odeio quando a minha vida pede calma, quando o que mais quero é satisfação. Odeio me sentir assim. Odeio enfim, tudo que me faz odiar. E me odiar. Sou uma trouxa.
Quero ações, feitos, fatos.
Quero me sentir segura, achar que é um contra-tempo. Desprezo por essas ruguinhas na testa me lembrando de que eu deva preocupar-me. Ou simplesmente achar mais explicações. Uma ligaçãozinha, um recadinho. É tão dificil assim? Lista de espera.

Acho que estou oficialmente amando. Acrescente mais uma coisa na lista dos "odeios".