Olhando pelo caminho longíquo.
O que eu quero para mim?
Sei. O que está a algumas milhas átras e á frente.
Não quero ser um personagem redondo. Prazer. A volta.
Sim. Isso mesmo, daqueles que entram na história e em seu acabamento permanecem iguais.
Eu quero ter uma evolução. Evoluir de condição intelectual. Evoluir de espaço, de ser, alma, virtudes.
Mas eu quero tudo aquilo que está a frente do meu caminho. Prazer. A ida.
Me enche de êxtase esse arzinho de cidade natal. Quero meus pais, quero minha família, minhas tardes, as luas cheias.
Adoro acordar e ter com o quê me preocupar de verdade. Não a brincadeirinha de querer ter feito serviços inacabados.
Simplesmente não troco por nada: o aconchego do meu lar, a comodidade quando junto aos meus pais, a paz benevolente que atinge a alma.
Adoro isso e mais um pouco.
Ás vezes tomamos as dores das pessoas.
Ás vezes, queremos ver as coisas de tal âmbito que espareça o ponto de vista do outro. (cadê o nosso?)
No entanto, esquecemos que temos olhos e que podemos muito bem tirarmos conclusões e brigar pelo nosso espaço.
É preciso ralar a cara no asfalto para saber o quanto dói. Ao contrário do que ter a visão mínima que alguém nos autoriza a saber.
Um outro entretanto: Mais fácil sermos cegos por opção do que optarmos por querer ver e arriscar a cometer erros.
Mas entre esse mero espaço de vir e voltar, é triste ver que estou sempre nesse meio.
Estou aqui, meus pensamentos acolá. O mesmo ocorre repetidas vezes e também ao contrário.
Um dia deixarei essas quatro rodas, ultrapassarei a fronteira e saberei onde querer chegar.
Por enquanto, um pouco mais de estrada e um pouco mais de paciência.
Alguém um dia constatou que a paciência é o sustento da alma. Exercitar-á-ei.