quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vejo a lata vermelha com seus riscos cinzas. Presente de uma amiga.
Esses riscos cinzas retratam uma história... que eu mesma não saberia expressar em palavras.
O cinza vagueia sobre a tinta vermelha até se fundir completamente, tornando um degradê monocromático.
Ou o cinza se funde, ou o vermelho se deixa fundir. Existe uma deixa, portanto.
Essa interdependência de assuntos me faz analisar algo, que meses atras, arrisco em me dizer que não tinha capacidade para tanto. Ás vezes seguimos uma linha tão restrita de pensamento, que nos tornamos inflexíveis. O que era para analisar-se sobre suas porções e variados paradigmas: não. Somos dogmáticos.
Uma linha tênue cinza no espaço, mas existente, quase irreal.
Volto ao tempo a contemplar o momento.
Um sorriso. Uma palavra que esqueço. Outra de agradecimento. Uma foto dentro da simples latinha que agora não tem outra utilidade senão enfeite.

Agonizante.
O sorriso, ambas as palavras e a foto.
O sorriso não congela o momento.
A palavra se perde ao ar, sem ecos, sem flashback.
E a foto dentro da latinha...
A cor de tanto viver solitária se desgastou. As feições se transformaram em outros rostos.
A latinha se perdeu no tempo... O tempo que era possível limitar ambos espaços entre as cores assim como harmonizá-las.


A ferrugem tornou-a gasta aos meus olhos. Assim como a personalidade da outra pessoa que junto de mim estava na foto.
Infelizmente.