sábado, 12 de março de 2011

Vida paradoxal.
Certo dia lá, outrora cá.
Lá, uma história completamente pueril. Meus primeiros. Primeiros amigos, primeira importância, primeiras rotinas entrelaçadas, primeira jornada. Os pais, paparicando, os velhos conhecidos disputando certas atenções. E eu, vendo que nesse espaço de mundo, me sentindo amada e amando.
Aqui, novos amigos, pessoas da rotina e personagens descaracterizados - personagem muda. A hora de cuidar do saldo do cartão, de acordar mais cedo sem esquecer do transporte, a hora de pedir água na falta, chorar por  causa da saudade de "ter tudo na mão", a hora de ter paciência. A hora de crescer, adquirir maturidades, conviver com os defeitos dos outros - na verdade, na hora de aprender a conviver, pois tudo é muito novo, tudo é muito díficil, mas tudo é necessariamente primordial para levar dia-a-dia, estabelecendo uma rotina.
Sinto falta de poder andar de noite pelas ruas, ver uma amiga em questões de dez minutos, falar "bom dia" para a maioria das pessoas - as conhecidas. Sinto tanta falta disso. Tanta, mas tanta (...)
Só que, no um mês de estadia, já evolui tanto. Virei mais gente. Aprendi a crescer, a me virar, a lidar com circunstâncias diversas. Sair do meu mundinho camuflado e aprender errando, na marra. E acertando à cada novo começo. Aprendi a parar de transmutar as coisas, e sim fazê-las eu mesma.
Passei, a me encarar de outro ângulo, o que melhorou minha auto-estima.  Já me encaro com novas decisões e com os pesos que respectivamente traz. 
Tento me fazer melhor, a cada dia. 
E considero um ego a satisfazer. Pois necessito, cada vez mais, de romper expectativas, de acabar com as barreiras que me impedem de prosseguir. É muito fácil falar "eu mudei", o dificil é saber se essa mudança ocorreu. Isso só temos a completa convicção quando vivenciamos de alguma forma.

E é bom pôr a cabeça no travesseiro e pensar:
Sou eu, tentando adaptar ao meio, e não mais fazendo-o adaptar à mim.