segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ultimamente eu ando me importando, gastando todas as reservas de energia, jogando fora neurônios, e discutindo por coisas, que enfim, não me farão andar para frente, mas estacionar e ficar parada. Sem efeitos. Sem desenvolvimento. Sem enfim, o que eu diria, sem o que eu gosto.
A verdade é que sempre fui de sofrer antecipado. Isso leva a melancolia, e nos casos piores, aos desabafos que já fiz neste blog. Mas o que anda acontecendo esses últimos dias, é uma luz que caiu em cima de mim. Não diria um anjo, não diria que uma pessoa, mas diria que, eu mesma aprendi a sofrer, mas no entanto, sem que isso seja prejudicial para mim. E descobri que eu não estava sofrendo pelo presente, mas receando o futuro. E quem sou eu, para recear algo que nem ao menos, sei?
Sim, idiotice. Só que acredito que isso é um dos efeitos da maturidade antes da hora.
Eu sei o que quero. Sempre soube. Desde os dez anos. E o receio de não conseguir, é tão grande que as vezes, sofro por, nada mais, nada menos, do que nada.
E hoje simplesmente me deparei com alguém que falou, digamos, a coisa mais linda que já ouvi. Claro que acreditei, porque não são meus pais, que são suspeitos por falar em minhas qualidades e amenizar meus defeitos. Nem meu namorado, que é o grande admirador, tão só e somente das minhas qualidades. Isso que foi o mais, mais mais... esqueço a palavra. Seria impressionante talvez, mas que fez eu acreditar.
Agora, chega de curiosidades, foi algo como que: sempre que me via, me via sorrindo. Que eu sou fechada, portanto ninguém sabia o que sentia, mas que eu passava uma idéia de ser feliz e ainda: para não perder isso, porque a felicidade é incomum.
Percebi: eu sou tão feliz que não percebo. Acostumei. Apesar de algumas dores psicológicas, que faço por charme a mim mesma, ou as vezes, descubro o que sinto. Ou uma defesa, ou uma realidade sem lógica. Não sei, não sei.
Eu tenho meus momentos de descansar sorrisos. Não quero ser uma máquina de sorrisos. Eu canso, meus músculos se cansam. Eu peço para fechar os olhos, ficar sozinha, refletir, e essas reflexões me fazer ver o quão longe estou dos meus objetivos e inevitavelmente sinto o que sinto. Só que eu sei que estou longe dos meus objetivos, mas não há volta. Muito mais longe estou da estaca zero.

Eu posso ser um bebezarrão com as típicas vontades, vaidades, e pretextos. Mas eu me sinto mais eu, quando estou mais próxima dos meus defeitos e ao sentir minhas emoções a flor da pele.
O que quero? Enfim, sei e não sei.
Não sei corresponder as minhas expectativas. Acredite são muitas. E por ser muitas, vão acumulando. Eu sou humana, não gosto de ver que as coisas fogem do meu controle. Seria mimada? Se for mimo, que seja. Eu sou então.

Então, descobri que não adianta você fazer planos, desejar as coisas como você quer, brigar, chorar, rasgar, se chingar, deprimir-se. Você precisa aceitar e perdoar a si mesmo à cada erro, em questão. As coisas fluem de acordo com seus pensamentos. Se forem positivos, asta la vista. Se forem negativos, não adianta você apenas querer. Você tem que ter algo a mais: acreditar. Mais outra coisa que descobri:

Eu cai em mim mesma.