domingo, 10 de outubro de 2010

A saudade é um eco da alma.
Diz, grita, resmunga - até doer.
Primeiro uma voz uníssona, depois os ecos que perduram por vezes, pedindo para parar, mas sem que isso seja necessariamente preciso, ou possível.
E essa saudade, não significa a melancolia dos árcades, dos poetas com suas dores psicológicas: a dor do fictícia do poeta. Essa saudade, é daquelas que chega, instala, permanece, se alimenta de suas últimas esperanças, e ao distrair, conseguimos superá-la. A realização misturada a afeição, faz com que o momento se torne mais sensitivo do que seria se a hospedeira não tivesse se instalado, ali.
Eu acho que a saudade é uma coisa gostosa. Ela faz com que você veja, com os olhos que impõe, o quanto você se importa.
Faz você, simultaneamente entender o que se passa, duvidar, e também não ter a mínima idéia do que sucede.
É uma interrogação, que é preciso procurar bem na mente o porque, como, onde. É preciso se conhecer, meros detalhes, ao menos.
 Mas a verdade é que somos tão frágeis que qualquer palavra mal dita, atitude mal pensada, saudade irracional, faz essa fragilidade se tornar o ápice de nossas emoções.
De todos os pensamentos que tenho, localizo-a como um sentimento agradável. As pessoas que tornam-a deprimente.
Siga a linha de raciocinio: Você sente falta, do que lhe é agradável. Tudo, em qualquer questão, em que há saudade, é porque teve seu merecimento. Portanto, a saudade não é a causa, mas uma consequência dos seus sentimentos. Nada mais é que a saudade é a mistura de nossos sentimentos. Do lado negativo, troca nosso humor, nossa cara, nossa disposição, nossa vontade. Do oposto, troca nossos pensamentos, nossos conceitos, nosso juízo, traz evolução.

Não sei vocês, mas prefiro evoluir, do que estar bem-humorada.