segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Não sei se alguém vai entender, ou vai continuar lendo, porque é meio lúdico falar de algo que nunca me aconteceu, mas eu sei.
E se é uma coisa que mais sei na vida, é essa. Porque eu me considero uma sobrevivente dos "causos".
Não sobrevivente no sentido de "Eu passei, eu suportei, eu me virei, desafiei e estou aqui, firme e forte: intacta"
No sentido de que, não sei o que é. Para mim é um mistérios dos mais misteriosos que regem no mundo. Eu sou covarde.
A morte é algo que mesmo enfrentada, não há vitória. O rumo é o caixão e sem papo.
Talvez seja como nos livros greco-romanos. Sabe aquela história dos três irmãos deuses, filhos de titãs, na qual Hades preza e cuida das almas dos mortos? Talvez seja assim, respeito a tradição mas no meu pesar, não acredito.
Ou talvez seja aquela estatura preta com uma foice na mão, que aparece antes de você morrer.
Ou um flashback da sua vida, dos seus erros, pecados, e até mesmo vitórias.
Pode ser aquela lendinha que encontra o próprio eu.
Mas eu sou muito muito muito covarde. Tenho medo da morte, tenho medo das fantasias da morte. Tenho medo do que vou sentir, de como um dia morrerei, de...


Para te falar a verdade, tenho medo até de pensar.
Arrisco então, em desabafar, uma etapa que para mim, significa um complexo mistério.
Mas se eu encontrar a morte, Hades, flashbacks ou eu, digo um olá daqueles caprichados, porque valorizo a vida, e como a vida, minha vida até hoje foi incalculavel. E mais do que isso? Só falar da morte para perceber o quanto me satisfaço com o que tenho vitalmente.