quarta-feira, 14 de julho de 2010

Antes o tal. Sequência de um julgamento inútil, fútil. Mas claro que todo julgamento requer dois lados: o conhecido (de quem julga, e tem conhecimento do que está dizendo) e o desconhecido (que a ignorância aliada à crítica é igual a vexame!) E quando não há conhecimento de algo, não pode haver julgamento, apesar de ser outra história nas bocas dos críticos ignorantes. Tudo fruto de pré. Isto é, em tudo se encontra um pré. Pré julgamento de um fato, pré julgamento de um cárater: um pré-julgamento. Gera um pré-conceito, que é aquele sentimento de que sabe da pontuação, e nem se quer põe vírgula. Resultado do quê? Mente pré-matura. Não é acasualidade que estou falando do preconceito em si, do pré julgamento que gera uma mente pré-matura, pois só temos conhecimentos daquilo que vivenciamos ou do que aprendemos com os erros dos outros (que é de fato o mais gostoso, porque é menos perdas, e ter a mente aberta para captar essas aprendizagens) A questão é que ninguém se importava com Rock, e antigamente achava que era até coisa do demônio. Muitos cantores vieram a dizer o contrário e assim o fez. Mas é estilo Michael Jackson, "antes mal compreendido e depois reconhecido." Porém, sempre tarde demais, tenho a coragem de julgar. Isto é, depois de muitos cantores morrer (pois antes do glamour, viviam na linha da miséria) o Rock ganhou teor. Agora, do que que adianta, se os principais agentes do sucesso, ou melhor, para que o Rock continuasse encaminhar, morreram? Pode ser que tenha opiniões diversas, álias, não quero que todo mundo siga minha linha de pensamento, e isto de fato é cruel. Querer obrigar os outros a pensar do mesmo modo que eu. E sei: levo em conta que as épocas mudam, passando numa escala de extrema rigidez, para entrar em uma época de abertura de pensamentos, expressões. Só que, não deixo de revoltar quando ligo minha TV, e vejo depois de dois anos de morte, homenagens à Michael Jackson sendo no entanto que, enquanto ele era vivo, era considerado um estrupador de criancinhas e pessoas leigas afirmavam que ele tentou virar branco (fugir da raça). A mesma coisa ocorre com inúmeros cantores de Rock, e talvez não só de Rock, pois cantores abrange um ramo diversificado. Eles só passam a ser considerados pessoas, depois da fama, do glamour, criando um ambiente falso. Olha, lembre-se que aqui é um desabafo, então nada de levar para o lado pessoal. Eu amo bandas de Rock, respeito Michael Jackson, mas acredito fielmente que as pessoas não deveriam ser preconceituosas e depois da primeira capa na revista Veja, venerar. Isto soa um tanto falso e é. E cada um merece a atenção, pelo que desperta nas pessoas, e não depois que foi cremado ou reduzido a pó.