sábado, 31 de janeiro de 2009

Ela se dizia pequena e o mundo grande. acreditava em pessoas bondosas com sorrisos enormes e beijos carinhosos. Prezava o abraço como um presente valioso, mais caro do que um anel banhado à ouro. Olhava ao fundo dos olhos, descobria a magia das pessoas e cativava à todos.
Tinha sonhos, sonhos gloriosos e não sonhava alto, sonhava o possível e tentava o máximo para realizar esses sonhos e satisfazer suas vontades. Não pensava só nela e não tinha um mundo egocentrico, ela era caridosa com as pessoas, passava palavras amigas e seus conselhos eram ótimos. Não via defeitos nas pessoas e quando via, não julgava. Ela entendia que tinha defeitos e para não ser julgada, não julgava. Sabia quando as pessoas precisavam dela, e sempre disposta a ajudá-los. Enfrentava os desafios com toda esperança e as barreiras eram quebradas facilmente. Não conhecia muitos lugares mas seu lugar preferido era o seu quarto. Tinha inúmeros medos, mas sempre que batia um frio na barriga e idéias terroristas na sua cabeça, rezava. Amava os animais e entendia o que eles sentiam. Não tinha coragem de matar uma mosca sequer. Não era bonita, igual as mulheres que apareciam em revistas, mas tinha uma beleza única, uma beleza que aproximava muitos, uma beleza interior iniqualável.